Fabricando Sonhos

Tocando Idéias

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tô Na Beca Sim e Daí?




Para quem não agüenta ficar parado em casa nem na segunda-feira e estava à espera de um bom motivo para se jogar, está rolando agora no Atlântico, em Copacabana, uma festinha super legal de Black Music - NA BECA, produzida pelos queridos Clarisse Miranda e Marconi Patterson. A proposta é trazer o som Black para a zona sul do Rio e misturar moderninhos com grafiteiros num só lugar. Ao som de DJ Babão, que toca muito Hip-Hop, Charme e todos os clássicos da música Black, a festa tem o clima ideal para encontrar os amigos e colocar as conversas do fim-de-semana em dia. É toda segunda, a partir das 23h, com promessas de grandes nomes como convidados nas próximas edições.

Sabe quem marcou presença todo "Na Beca"? Vejam com os seus próprios olhos e se ele passou por lá a coisa é boa!!!

Na Beca - Se liga!!!


Mrs.Paulão
Ui? Ui? Ui?
Ai! Ai! Ai!

Charme x Rio Cena Contemporânea


O Charme Já Foi Trilha Sonora para Festival de Teatro
Atores Espanhóis e Charmeiros Improvisados Trocam Passos em Salão da Zona Portuária do Rio de Janeiro.
JB - Caderno B -01/07/1996

Jacqueline dos Prazeres


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Soul Rio x Marco Antonio Pereira

Depois dos "Bailes da Pesada" no Canecão, vamos agradecer a esse cara que simplesmente reformulou a velha história e integrou as zonas norte e sul do Rio de Janeiro novamente - Marco Antonio Pereira e a festa "Soul Rio" no Espaço Flamengo.

Jacqueline dos Prazeres
Fonte: Veja Rio / 1996



segunda-feira, 27 de abril de 2009

Funk-Se Você Também!!! Se liga!

Geralmente eu costumo transcrever as matérias que são interessantes ao nosso mundo. Mas hoje, pesquisando o blog do meu querido Humberto, me veio à cabeça uma conversa que tive com a Dj Áurea sobre os grandes tempos do Funk que também curti. Por isso que fiz essa cabeça da matéria!!!

Abaixo segue a matéria do blog do Humberto que não poderia ficar de fora. Quer saber mais...passa lá e confira as matérias...parece bate-papo de fim de semana...bjs Humberto!!

Por Jacqueline dos Prazeres


Marcio Graffiti, diante de uma belíssima iniciativa, fez um filme que retrata o movimento funk, assim como os autênticos djs do funk carioca, intitulado FUNKE-SE.

Seu pai era dj da Equipe Las Vegas e Hollywood, juntamente com o Cientista DJ, nos bons tempos do Casino Bangu.

Grafitti foi criado no meio do Disco Funk, Funk e Soul.
A segunda parte do projeto está em andamento e será lançado ainda este ano, com a participação de vários djs do cenário funk carioca.

O nome do projeto "Funke-se" foi algo que ele sentiu durante os trabalhos, ou seja, é algo que é mostrado no filme nas entrelinhas de tornar o Funk ser Funk. O trocadilho deu tão certo que já existe um rádio em São Paulo que chama-se "Funke-se", motivada pelo filme do Grafitti.

Confira no YOUTUBE os vídeos disponibilizados pelo Graffiti, cujo trabalho é digno de elogios.

Parte 1
Parte 2

domingo, 26 de abril de 2009

Rio Black Rio - O Início do Movimento Black! Part.I



A história da banda e do Movimento Black Rio

Max de Castro, Wilson Simoninha, Jair Oliveira e Luciana Mello. Seu Jorge, Fernanda Abreu, Marcelo D2, Paula Lima e Stereo Maracanã. Sandra de Sá, Ivo Meirelles, Farofa Carioca, MV Bill e Ed Motta. Max Vianna, Zé Ricardo, Funk Como Le Gusta e Tati Quebra-barraco. O que todos esses artistas – alguns novatos, outros nem tanto – têm em comum? Todos, sem exceção, têm a mesma matriz em sua formação, a despeito de desenvolverem trabalhos bastante diferentes. Essa matriz, de forte influência norte-americana, remonta aos anos 1970 e ao movimento cultural e social que entrou para a história com o nome de MOVIMENTO BLACK RIO.

Se a música é o viés deste movimento que deixou marcas mais visíveis na cultura brasileira, esta é apenas a ponta do iceberg. O Black Rio foi um dos movimentos culturais e, porque não dizer políticos e sociais, mais controvertidos e, por isso mesmo, mais reprimido da história contemporânea do Rio de Janeiro.

A origem do movimento está no final dos anos 60. Grupos de discotecários organizavam bailes onde se tocava basicamente o soul norte-americano. Alguns autores relatam que as festas tiveram início em clubes de bairros da periferia da cidade. Outros, porém, afirmam que o começo foi no Canecão, casa de shows na Zona Sul que não gozava outrora o mesmo prestígio de hoje, quando exibe uma programação menos popular e mais voltada para a classe média alta.


Ademir Lemos

O consenso é que os pioneiros foram os discotecários Big Boy e Ademir Lemos. O primeiro era locutor da rádio jovem de maior audiência na época, a Mundial. O outro era DJ de boates da Zona Sul e tocava, inicialmente, rock’n’roll. Essas festas atraíam uma maioria de freqüentadores negros e aconteciam geralmente aos domingos. Ficaram conhecidas como ‘Bailes da Pesada’. O fato é que, já nos anos 1970, o Canecão era palco do baile soul mais disputado do Rio de Janeiro. Os organizadores, na época, davam conta da presença de cinco a dez mil jovens em cada festa.


Big Boy e os Bailes da Pesada-Canecão

Embora os bailes trouxessem retorno financeiro para a casa, seus diretores decidiram mudar a linha de programação e dispensaram os ‘Bailes da Pesada’. No entanto, as festas já eram a diversão de muitos jovens da periferia, para onde se deslocaram. Concomitantemente, surgiram outros bailes semelhantes, em inúmeros clubes e casas noturnas das periferias, organizados por jovens amantes da música e do estilo soul.


Um desses jovens foi Asfilófio de Oliveira Filho, o Dom Filó, que começou a realizar bailes soul no clube Renascença O Renascença é uma associação criada nos anos 50 por negros em ascensão social, cujo ingresso em clubes tradicionais era dificultado pelo preconceito racial. A proposta do clube é propiciar uma opção de lazer para essa elite negra. Sua política era a formulação de uma ‘nova’ imagem do negro, afastada da tradicional idéia que associa o negro ao samba ou a marginalidade, algo que não mudou muito de lá até aqui. Elitista, o Renascença foi vivenciando inúmeras transformações durante os anos 60, quando passou a organizar rodas de samba que ficam conhecidas em toda a cidade, atraindo desde moradores da localidade do Andaraí, onde o clube se localiza, até intelectuais da Zona Sul, seduzidos pelo ritmo que ia se concretizando como a raiz da cultura popular brasileira. Essas transformações afastaram a elite fundadora do clube, mas propiciaram uma mudança no perfil dos freqüentadores e associados, as quais abriram as portas da instituição para novas experiências.

Nesse ínterim, em 1972, Filó convence a diretoria do Renascença a ceder o clube para a realização de eventos culturais que atuassem como formadores de uma identidade negra junto à comunidade local. A primeira atividade é a montagem do espetáculo musical ‘Orfeu da Conceição’ de Vinícius de Moraes. No entanto, a peça não atraiu o público que o grupo de Filó desejava. A decepção veio em forma de uma outra idéia: organizar festas semelhantes aos Bailes da Pesada e, através delas, passar mensagens afirmativas para os freqüentadores.

A partir de então o Movimento começa a se configurar da forma como ele foi descrito pela mídia: em grupos de jovens negros da periferia, altamente influenciados pela cultura negra dos Estados Unidos, em busca de diversão, sobretudo, mas com uma consciência (ou identidade) racial comum.

Se os bailes não articulavam políticas de ação quanto à questão do racismo, também não se silenciavam em relação à busca de um referencial negro que se diferenciasse não somente do branco, mas, também, daquela idéia ‘servil’ a que o samba se prestava ao passar por um processo de ‘embranquecimento’. Embora essa visão mereça maiores discussões, a realidade é que, para aqueles jovens, o samba não representava mais uma identidade nem de raça nem de classe. A presença cada vez mais constante de brancos de classe média nas quadras das escolas de samba, a apropriação do ritmo como símbolo nacional e a ênfase turística dada aos desfiles carnavalescos tornou o samba uma opção de lazer seletiva, que excluía o jovem da periferia.


Equipe Soul Grand Prix

Os bailes soul, por sua vez, eram uma opção de lazer barata e a organização se esmerava para torná-los sempre atraente. Os DJs disputavam quem conseguia mais lançamentos, ou seja, músicas novas. Era comum a transação discos entre discotecários de estilos diferentes. Como era difícil trazer discos do exterior, os vinis usados nos bailes eram artigos caríssimos e, na mesma medida, caros. Quando um DJ conseguia algo, era capaz mesmo de retirar o rótulo para que os concorrentes não tomassem conhecimento dos nomes das faixas e dos artistas, tornando-as exclusivas.

As equipes investiam pesado em sonorização e na divulgação. Para o baile do Renascença, conhecido como ‘Noite do Shaft’ em referência ao personagem do seriado americano homônimo, foi criada toda uma identidade visual, baseada no estilo dos negros americanos da época. Eram realizadas projeções de slides de artistas e filmes que abordavam as questões dos jovens negros. Não é necessário dizer que eram todos filmes americanos. Em meio à ditadura brasileira, com seu projeto de integração nacional, o discurso oficial não podia conceber a idéia de um negro brasileiro com identidade cultural e, muito menos, questões sociais próprias. Filmes como Wattsax, Melinda, Shaft (que se transformou num famoso seriado de TV); músicos como James Brown, Ruff Thomas, Marva Whitney, Aretha Franklin, Barry White, Stevie Wonder e outros mostravam uma juventude negra que tinha estilo próprio, atitude e afrontava a opressão branca, coisa que não se via no universo do samba que, segundo relatos de jovens da época, se parecia muito feliz e confortada com o reconhecimento vindo dos brancos. O processo de identificação, por parte dos brasileiros, foi imediato e não tardou para que os jovens, que se auto-intitulavam blacks, passassem a agir e a se vestir como seus brothers norte-americanos e bradar nos bailes lemas como Black Is Beautiful ou I Am Somebody.


The OJays

A popularidade das festas foi crescendo. À mesma medida, surgiam novas equipes de som e artistas que se engajavam na nova idéia. Nesse momento, o soul despertou o interesse das gravadoras brasileiras que viram nos freqüentadores dos bailes um enorme mercado potencial. Inicialmente foram lançadas coletâneas com os principais sucessos dos bailes. Muitas delas eram assinadas pelas equipes de som de maior prestígio. A gravadora repassava uma parte das vendagens para as equipes que se tornaram cada vez maiores e mais rentáveis. Artistas nacionais começaram a despontar e a gravar discos nesse momento. Gerson King Combo e Tony Tornado foram os precursores entre os cantores. O mercado de roupas e, principalmente, de sapatos também encontrou no público black um nicho de mercado. Lojas de bairros comerciais populares como Madureira ofereciam opções àqueles que dantes os comerciantes desejavam bem longe de seus estabelecimentos.

Por Jacqueline dos Prazeres
Fonte:
Roberto Maxwell

Dom Filó..O Ouro Negro Brasileiro!



Black Money
Empresa americana investe US$ 5 milhões na produção cultural negra

Por Aziz Filho


Se os negros americanos fossem uma nação, estariam empatados com o Brasil no ranking das maiores economias mundiais, por volta do 11º lugar em PIB. O mercado de produtos voltados para os afro-americanos é imenso. No Brasil, a estratégia de encarar os negros como consumidores distintos ainda são restritos a algumas publicações e marcas de cosméticos. Medir o impacto deste filão na economia é bem mais difícil por aqui, onde a desigualdade empurra os negros para a base de uma das pirâmides sociais mais injustas do mundo. Não por acaso parte de uma empresa americana tomou a decisão de investir em produtos voltados para essa parcela da população, especialmente na black music brasileira. A You Entertainment, criada com esse objetivo, prepara para meados de março uma festa de arromba em um sofisticado resort na Bahia, para anunciar o investimento de US$ 5 milhões.

A idéia partiu do produtor e empresário americano Clarence O. Smith, que fundou e presidiu por 32 anos a Essence Comunications, editora da revista Essence. Trata-se de um incontestável sucesso editorial nos Estados Unidos voltado para as mulheres negras, atingindo o respeitável número de 7,5 milhões de leitores/mês. Clarence vislumbrou cifrões no Brasil em 2000, numa inocente viagem a Salvador. Ele iria fazer turismo no Egito, mas mudou de destino em função da guerra do Golfo. Na Bahia, se impressionou com a forte identidade entre o ritmo negro dos dois países e decidiu abrir uma agência de turismo para trazer a classe média negra americana – e seus dólares – para o Brasil. A Avocet pretende decolar com um vôo charter direto de Nova York para Salvador em 28 de abril, com 200 a 250 passageiros.


A segunda e mais sonora aposta de Clarence é a You Entertainment, um selo fonográfico que nasceu para misturar o som e os artistas negros brasileiros e americanos. Em 2002, Clarence incumbiu dois produtores seus de esquadrinharem o Brasil em busca de sons e jovens artistas. A primeira descoberta da dupla foi o produtor musical Asfilófio de Oliveira Filho, o Dom Filó, que virou diretor musical da You. O primeiro produto é o CD Soul of Brazil, com músicas brasileiras cantadas por americanos e vice-versa. Até o final do ano, serão sete CDs. A julgar pelo que Clarence já aprontou nos Estados Unidos, há muita agitação à vista no Brasil, embalada pela black music: shows, DVDs, festivais, produção para tevê e cinema e diversos eventos. O Essence Music Festival, idealizado por ele, reúne no feriado de 4 de julho cerca de 200 mil pessoas em Nova Orleans, movimentando US$ 100 milhões.


Causa Negra

Mariana, Edmon, Alexandre, Abdullah

e Andrea : do anonimato para o mundo


O executivo-chefe da You no Brasil, Scott Folks, que passou a viver no circuito Nova York–Salvador–Rio, não gosta de misturar dinheiro com questões raciais. “Nosso negócio é música. Mas essa conexão existe porque vamos dar voz aos afro-brasileiros na indústria do entretenimento”, diz Scott. Para a produção musical brasileira, segundo Dom Filó, o mais importante será o acesso a públicos internacionais, com destaque, além dos Estados Unidos, para os “mercados inusitados”, como Índia, Japão e Taiwan. Os CDs produzidos pela You no Brasil serão distribuídos pela ADA, a maior distribuidora americana de música independente.


“Acho uma pena a falta de investimento no negro brasileiro. É muito interessante a You abraçar a causa negra e a causa do artista desconhecido”, ressalta a carioca Mariana Rangel, 21 anos, que começou aos 16 anos cantando nas escadarias de uma igreja na favela do Jacarezinho, onde ainda mora, na zona norte do Rio. Mariana está entre os músicos do CD Soul of Brasil. “Todos nós, negros brasileiros, sentimos os limites que a raça branca nos impõe. Precisávamos de alguém que advogasse em nosso favor com expertise e dinheiro”, resume o carioca Edmon, 40 anos, intérprete de Sensualidade (versão feita por Eliana Pittman de Femininity, de Eric Benet e Christian Warren) e O que vai ser (What´s it gonna be, de Brian Mcknight e Brandon Barnes). Alexandre Lucas, autor de quatro canções, completa: “Já estava na hora de a gente ter uma oportunidade.” Mas oportunidade mesmo é a da baiana Fernanda Noronha, jóia garimpada no circuito de bares de Salvador por Dom Filó: será dela o primeiro CD solo da You. E é só o começo.



Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/1844/economia/1844_black_money.htm




quarta-feira, 22 de abril de 2009

Hello Crazy People...Não Vamos Esquecer!

TRIBUTO AOS PIONEIROS
Por Antonio Carlos Cabrera

Tudo tem um começo! A arte de mixar discos começou há muito tempo atrás e os pioneiros devem ser sempre lembrados. Conheça alguns deles.



Oswaldo Pereira - O primeiro DJ do Brasil



Já nos anos 50, haviam DJs desbravando o árduo caminho e preparando terreno para os que viriam nos anos 70, 80 e 90, rumo à consagração da atividade. As famosas "orquestras invisíveis" tinham por trás a mão anônima de um DJ, que trabalhava apenas com uma vitrola e tinha que interromper a música para fazer a troca dos discos. O público, muito repeitosamente aguardava em silencio a troca dos discos para depois, voltar a dançar. A orquestra invisível mais famosa era a "Hi-Fi-Let`s Dance" de Oswaldo Pereira, o primeiro DJ do Brasil. Oswaldo fazia tudo sozinho com sua vitrolinha holandesa e um amplificador de 100 watts que ele mesmo montou. Era muita potência para a época e o público não entendia como tanto som podia existir sem uma orquestra de verdade presente. Oswaldo ficou em atividade de 1959 até 1968, quando começou a febre do samba-rock.


Monsieur Limá (Messiê Limá)
Um dos grandes nomes da discotecagem nos anos 70, era do carioca Monsieur Limá (pronunciava-se Messiê Limá). Limá foi um dos primeiros DJs brasileiros a ir para a televisão. Ele apareceu em vários programas da extinta TV Tupi até ganhar seu próprio programa. Esse maranhense baixinho e de roupas espalhafatosas, sapatos plataforma e muita atitude ganhou fama com suas coletâneas de disco music. Apesar de não ser um expert em mixagens ou viradas, Limá marcou pela ousadia e pela postura em frente ao público e à camera de TV. Monsieu Limá faleceu em 1993, aos 50 anos.

Alcir Black Power

Eu tive a honra de participar de dezenas de bailes feitos pelo grande DJ carioca, radicado em São Paulo, Alcir Black Power. Muito do que sei hoje sobre funk, r&b e rap aprendi ouvindo essa fera tocando suas fitas de rolo nos bons e velhos tape-decks Akai. Alcir só tocava música de qualidade e muita coisa que ele tinha ninguém mais tinha. Naquela época (início dos anos 80), as equipes de som tinham espiões que iam nos bailes das outras equipes checar o que eles estavam tocando. Quando Alcir rolava uma daquelas raridades que só ele sabia garimpar os olheiros ficavam loucos e não conseguiam descobrir que som era aquele. Alcir guardava tudo a sete chaves. Alcir abandonou a discotecagem, mas a saudade dos bailes ainda mexe com a alma funkeira desse mestre.

DJ Braguinha

Esse é outro grande nome das pick-ups que já passou para o outro lado. Braguinha foi, entre outras coisas, DJ dos programas de rádio de Mister Sam. Ouvi muitas mixagens e "viradas" feitas por esse grande artesão da música que lançava clássicos no Brasil como Ya Mamma do Wuf Ticket ou Non stoppin` that rockin` do Instant Funk, por exemplo. Tudo que Braguinha tocava na sexta-feira, às 23h no programa de Mister Sam era ouvido no sábado e domingo seguintes nos sound sistems das equipes de som do início dos anos 80.Mister Sam trouxe do exterior, nos anos 80, raridades e artistas underground como Sasha (nada a ver com a filhinha da Xuxa) e produzindo artistas brasileiros como Baby Face (Nahim), Gretchen, Bebeto, Black Juniors e dezenas de outros. Sam atuou como DJ em casas como Dancing, Soul Train, Be Bop, Latitude 3001, Station. Todas em São Paulo.

Sônia Abreu

Essa foi a primeira mulher a assumir as pick ups, já nos longinqüos anos 70. Sônia, além de ser um exemplo de garra e persintência, foi também uma desbravadora, abrindo caminho para as mulheres no machista mundo dos djs. Ela trabalhou na extinta rádio Excelsior AM, ainda nos anos 60, quando resolveu radicalizar e só tocar o que achava bom. Isso custou-lhe o emprego na rádio mas abriu outras possibilidades. Sônia foi para a boate Miragem, na rua Augusta, em São Paulo. Lá também teve que aguentar o preconceito do público e de alguns djs da casa. Em 1977, vai para a aclamada Papagaio Disco Club e fica por lá por 2 anos. Nos anos 80, inovou ao fazer festas ao ar livre em um coreto na rua Augusta e logo em seguida montou o primeiro Sound System brasileiro com dj, em uma Kombi e depois em um barco. Ousadia não faltava para essa garota que dedicou quase toda sua vida às pick ups e à música. Um aviso! Sônia ainda está na ativa! Salve Sônia !


DJ Grego



Todo DJ que se preza já ouviu falar do lendário Gregão, o homem da gilete. Grego talvez tenha sido o maior editor que esse país já viu surgir. Sua técnica em editar com a gilete as fitas de rolo tornaram-no um sinônimo de perfeição.
Os remixes criados por Grego marcavam mais que os discos originais dos artistas e era muito comum pessoas indo às lojas de disco procurar uma música da Donna Summer que não existia, porque era um remix feito por Grego. As gravadoras logo perceberam o potencial desse mercado e passaram a convidar Djs para remixar músicas de seus novos artistas. Grego foi um dos responsáveis pelo remix da música Louras Geladas do RPM. Esse remix, feito por ele, Iraí Campos e Julinho Mazzei, praticamente pôs a banda no mapa e abriu uma clareira para os desconhecidos músicos do RPM naquele momento. Esse foi o primeiro remix nacional a sair em vinil. Nos anos 80, uma nova geração de djs surgiu, honrando o nome dos pioneiros dos anos 60 e 70 e levando a arte brasileira do turnstablism ao exterior. Não podemos nos esquecer de nomes importantes que iniciaram suas aventuras nas pickups nos anos 80, como Iraí Campos, Cuca, Silvio Miller, Tuta Aquino, Corello, Marlboro, Zapp da Matracatrica, Chicão da Moby Dick, Gegê da Sunshine, Grandmaster Ney da Chic Show, Mister Gil do Club House, Rômulo da Furacão 2000, Greguinho, entre centenas de outros nomes não menos importantes para a história.

Julinho Mazzei

Um inovador, um pioneiro, um mestre das mixagens! O que dizer desse santista, radicado em Nova York, que nos anos 80, transformou o rádio brasileiro numa sucursal da Big Apple. Julinho arrebentava em 1981, no seu programa The Big Apple Show, que ia ao ar pela rádio Jovem Pan II. Era a conexao São Paulo - New York. Um festival de exclusividades e super mixagens produzidas por ele e por Albert Cabrera (Latin Rascals). Juntos, eram responsaveis pelos remixes conhecidos como Paco Super Mix, exclusivos do programa do radialista americano Paco Navarro da rádio WKTU de Nova York, a famosa "Disco 92". Julinho tocava em primeira mão os remixes em seu programa. Um dos destaques do programa era o passeio pelo dial americano. De ponta a ponta, Julinho mostrava o que estava rolando naquele momento nas rádios americanas. No final dos anos 80, Julinho pos no ar outro sucesso. Era o programa Radio Fligth. Com o passar do tempo, o nome Julinho Mazzei virou sinônimo de perfeccionismo, ousadia, novidade e acima de tudo credibilidade. Viva Julinho!

Big Boy
Esse foi o pioneiro da música na tv e no rádio no começo dos anos 70. Hello crazy people. Talvez o maior comunicador jovem que esse país já conheceu. Passou pela vida como um cometa e deixou saudades em quem o conheceu. Imagens dizem mais que palavras. Veja o documentário sobre o saudoso Big Boy.

Parte 1

Parte 2


DJ Sylvio Muller


Iniciou sua carreira de DJ no final dos anos 70. Apadrinhado por Julinho Mazzei, esse sorocabano apaixonado por música foi para a rádio Pool Fm, em 1984. Lá conheceu o DJ Grego, e tornaram-se parceiros em diversos trabalhos posteriores. No início dos anos 90, produziram juntos o single BR3, música que teve Tony Bizarro nos vocais e deu a largada ao selo "12" For DJs". Durante a carreira, Sylvio envouveu-se com produções i nacionais e nternacionais, remixando músicas de vários artistas como Paralamas do Sucesso, Camisa de Venus, Ultraje a Rigor, A-Haa, entre dezenas. Também produziu as coletâneas DJ Construction, nos anos 90.





Fontes: http://www.flashbacksensation.net/tributo_nacional.htm Fotos retiradas do livro "Todo DJ já sambou" de Claudia Assef - Conrad Editora Foto Julinho Mazzei e Hope by Julinho Mazzei - 2006. Foto Sylvio Muller by Sylvio Muller -
Pesquisado e postado por Jacqueline dos Prazeres

terça-feira, 21 de abril de 2009

Salve Jorge!

O dia do santo guerreiro tá chegando e a comunidade se agita para homenageá-lo de várias maneiras.
E a minha fica por conta da oração dele na voz de Fernandinha Abreu e letra de Jorge Ben Jor.


"Jorge sentou praça na cavalaria e eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia"

Salve Jorge!!

Salve Jorge!!

Salve Jorge!!


Por Jacqueline dos Prazeres

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Um Salve ao Rap Nacional!





Oi Galera!

Estava eu navegando na internet, lendo textos sobre hip- hop e no meio dessa leitura me deparo com o nome do DJ Marcelo Dantas.

Gente, vocês sabem quem é esse cara?

Dantas tem uma trajetória bem bacana com 10 anos de estrada, participou do Hutuz, Cufa, fez parte do grupo TM Clã, LIBBRA, dividiu as carrapetas ao lado dos grandes ícones do Rap MV Bill & Nega Gizza no programa “Hip-Hop CUFA” – 107,1 FM/RJ .... Cansei!!!

Sei que vocês devem estar se perguntando:

- Essa mulher é maluca!!! Falar de uma vertente tão “out” da música black?

Hellooooo Galera!!!!

Hoje temos vários segmentos da música preta, vamos agradecer a galera que participou do movimento Black Soul, com os seus cabelos Black Power, calça boca sino e sapatos cavalo de aço.

Não vamos criar paredes imaginárias dentro do próprio movimento e sim abrir as portas do saber e dizer:

- Sejam bem vindos MR Bocca e Dj Marcelo Dantas!

Sejam bem vindos ao Black Factory, e é com o imenso prazer que falo do programa que irá estrear na Radio Jovem Rio (somente pela internet), tocando muito Rap Nacional.
Vamos deixar de blá...blá...blá e diz para que veio mano!

Estréia
02 de Maio – Sábado

PROGRAMA HIP HOP JOVEM RIO
Rap Nacional
Das 21h00min as 23h00min
Apresentação - M.R BOCCA
Produção Musical - DJ MARCELO DANTAS
Contatos
Bocca 21.8837-4564
Dj Marcelo Dantas 21.7854-0861
E-mails: hiphopjovemrio@hotmail.com hiphopjovemrio@gmail.com
www.jovemrio.com

Por Jacqueline dos Prazeres



domingo, 19 de abril de 2009

Programa Dance Bem - Corello Dj

No mês de março o programa Dance Bem completou 6 anos de existência e fechou o mês com a participação do “Top DJ” da Black Music e criador do termo “Charme” Corello DJ.

Quer saber o que rolou no programa e ouvir os comentários do Dj Corello, Dj Rui Taveira e de do apresentador Ricardo Telles, é só clicar no nome do DJ.... Corello DJ.

Jacqueline dos Prazeres

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Charmeiros - Montando a História!


O termo "charmeiro" é utilizado para designar os apreciadores de uma vertente da Black Music (Música negra americana), conhecida popularmente no Brasil como "Charme", termo usado para o R&B no Brasil , que se desenvolveu a partir do R&B urbano.

Com uma vestimenta social, porém mantendo sempre o seu traço “black”, o charmeiro conserva seu perfil de um negro de bom gosto, romântico e inteligente.
As músicas deste estilo são compostas de forma específica. Elas têm, dentre outras características, um ritmo que é quaternário, muito bem delineado e marcado. Os arranjos são muito bem organizados e chamam a atenção. O trabalho vocal tende sempre a ter uma maravilhosa performance vocal do artista, o que não impede de haver determinadas músicas que não tenham vocal.

História

A origem deste estilo remonta uma época paralela à Soul Music, nos anos 70, cuja execução no Brasil foi realizada por DJs como Mister Funk Santos. O charme tem mais do som da Filadéfia pelos arranjos e melodia do que propriamente do Soul, afinal, tratava-se de uma terceira vertente depois do Soul e o Funk. No final de 76 a Soul Music dava sinais de desgaste, seja pela pulverização do repertório ou pela não renovação do seu público. Outro detalhe que apressaria a morte do Soul foi o nascimento de um outro movimento entre jovens brancos da Zona Norte e Oeste do Rio - "O Som das Cocotas". Fica aqui o registro que o movimento "Black Rio" era formado por 60% de negros e pardos, 40% de brancos e mestiços pobres da periferia da cidade. O primeiro "baque" sofrido pelo movimento Soul foi, sem dúvida, a descoberta e identificação do som "pop-rock" pelos frequentadores brancos da zona norte. O segundo e definitivo golpe sofrido pela agonizante Soul Music foi dado pela revolução trazida pela Disco Music em 1977. Por ter sido um movimento mundial, a Disco Music mudou o comportamento, a moda e a cultura dos jovens da Zona Norte do Rio e boa parte de Brasil. Em 1980 a Discoteca se enfraquece como movimento de "dança coletiva", abrindo espaço para o "pop orientado" da gravadoras multinacionais instaladas no Brasil, deixando, por assim dizer, um vácuo musical nas equipes de som do subúrbio do Rio. O Corello aproveitou esse "hiato" musical e experimentou músicas e estilos não percebidos por outros DJ's da época.

O termo Charme (R&B) foi criado por Corello DJ, no Rio de Janeiro, em março de 1980. O DJ Corello começou na época a fazer experiências de outras formas de Black Music. Ele introduz a musicalidade do Charme e as pessoas começam a gostar. Ele não tinha dado um nome para essa experiência, mas observou que quem dançava tinha um movimento corporal bem diferenciado. Em um baile no Mackenzie, no bairro do Méier, o Corello convida: “Chegou a hora do charminho, transe seu corpo bem devagarinho”. Essa estória do “charminho” ficou na cabeça das pessoas e elas passaram a falar: “agora eu vou pro Charminho, vou ouvir um Charme, vou lá no Corello que vai ter Charme”.

Equipes de Charme e DJs

Com a evolução do movimento, foram formadas equipes de som especializadas em “Charme”, ícones eo movimento:

- Só Mix Disco Club ("A Número Um do Charme"), que foi comandada por Corello DJ, Fernandinho DJ, Loopy DJ;

- Cassino Disco Club ("O Som do Charme"), que foi comandada por Orlando DJ e Claudinho DJ;


- Soul Charme ("Difícil de Esquecer"), que foi comandada por Arthur DJ e PC DJ;


- Charme Com Elegância ("A Fina Elegância da Black Music"), comandada por Carlão DJ
- ainda atuante mas na vertente de "Happy Hour".

Bailes Charme

No fim da década de 80 e até meados dos anos 90, os bailes-charme passaram a atrair uma grande quantidade de pessoas. Alguns eventos chegaram a registrar uma freqüência de 5.000 pessoas e isto estimulou inclusive a vinda de artistas internacionais especialmente para se apresentarem nestes bailes, como Sybil, Curtis Hairston, Glen Jones e Omar Chandler.

Serviram como ponto de referência da realização destes bailes, os seguintes locais, no Rio de Janeiro:

- Grêmio Recreativo Vera Cruz, no bairro da Abolição;

- Portelão, em Madureira;

- Disco Voador, em Marechal Hermes (que chegou a ser conhecido como o "Templo do Charme");

- Bola Preta, Avenida Treze de Maio, no Centro da Cidade;

- Clube Marajoara, no bairro Fonseca, em Niterói.

Além das músicas e do trabalho dos DJs, outro atrativo dos bailes é o desempenho de "grupos de dança", que por vezes são espontaneamente formados pelos próprios freqüentadores dos bailes. Estes grupos podem apresentar passos sincronizados e diferenciados de outros. Em algumas ocasiões são promovidos competições para avaliação do desempenho de cada grupo e estimular cada vez mais a criação de novos passos de dança, para que sejam apreciados por todos os freqüentadores do baile.

Alguns DJs Que de Alguma Forma Contribuiram Para o Movimento
- Dj Vainer;
- Dj Iones;
- Black Jay;
- Dj A;
- Dj Guto;
- Michel
- Junior
- Orlando DJ
- Célio e vários outros.

Movimento Charme Como Aspecto Cultural

Os Bailes Charme são desta forma eventos onde são executadas as músicas desta natureza, nos quais seus freqüentadores primam pelo estilo elegante de suas roupas, e prezam originalmente pelas cores e nas referências ao caráter afro nos penteados e acessórios, sem falar na variada gama de seus passos e danças, desenvolvidas no salão, ao som das músicas tocadas pelo DJ.
O Baile Charme consiste então como um movimento popular cultural que propõe uma reinvenção da identidade cultural negra, expressa através das danças, da música, das roupas, da disseminação de valores de respeito ao próximo e da cordialidade.


Fonte de pesquisa - Wikipedia

Obs: É estamos na internet

Quem quiser incrementar a história é só dar uma olhadinha no link
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charm_music