
Sabe quem marcou presença todo "Na Beca"? Vejam com os seus próprios olhos e se ele passou por lá a coisa é boa!!!
Ui? Ui? Ui?
Ai! Ai! Ai!

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A história da banda e do Movimento Black Rio
A origem do movimento está no final dos anos 60. Grupos de discotecários organizavam bailes onde se tocava basicamente o soul norte-americano. Alguns autores relatam que as festas tiveram início em clubes de bairros da periferia da cidade. Outros, porém, afirmam que o começo foi no Canecão, casa de shows na Zona Sul que não gozava outrora o mesmo prestígio de hoje, quando exibe uma programação menos popular e mais voltada para a classe média alta.
O consenso é que os pioneiros foram os discotecários Big Boy e Ademir Lemos. O primeiro era locutor da rádio jovem de maior audiência na época, a Mundial. O outro era DJ de boates da Zona Sul e tocava, inicialmente, rock’n’roll. Essas festas atraíam uma maioria de freqüentadores negros e aconteciam geralmente aos domingos. Ficaram conhecidas como ‘Bailes da Pesada’. O fato é que, já nos anos 1970, o Canecão era palco do baile soul mais disputado do Rio de Janeiro. Os organizadores, na época, davam conta da presença de cinco a dez mil jovens em cada festa.
Big Boy e os Bailes da Pesada-Canecão
Embora os bailes trouxessem retorno financeiro para a casa, seus diretores decidiram mudar a linha de programação e dispensaram os ‘Bailes da Pesada’. No entanto, as festas já eram a diversão de muitos jovens da periferia, para onde se deslocaram. Concomitantemente, surgiram outros bailes semelhantes, em inúmeros clubes e casas noturnas das periferias, organizados por jovens amantes da música e do estilo soul.
Um desses jovens foi Asfilófio de Oliveira Filho, o Dom Filó, que começou a realizar bailes soul no clube Renascença O Renascença é uma associação criada nos anos 50 por negros em ascensão social, cujo ingresso em clubes tradicionais era dificultado pelo preconceito racial. A proposta do clube é propiciar uma opção de lazer para essa elite negra. Sua política era a formulação de uma ‘nova’ imagem do negro, afastada da tradicional idéia que associa o negro ao samba ou a marginalidade, algo que não mudou muito de lá até aqui. Elitista, o Renascença foi vivenciando inúmeras transformações durante os anos 60, quando passou a organizar rodas de samba que ficam conhecidas em toda a cidade, atraindo desde moradores da localidade do Andaraí, onde o clube se localiza, até intelectuais da Zona Sul, seduzidos pelo ritmo que ia se concretizando como a raiz da cultura popular brasileira. Essas transformações afastaram a elite fundadora do clube, mas propiciaram uma mudança no perfil dos freqüentadores e associados, as quais abriram as portas da instituição para novas experiências.
Nesse ínterim, em 1972, Filó convence a diretoria do Renascença a ceder o clube para a realização de eventos culturais que atuassem como formadores de uma identidade negra junto à comunidade local. A primeira atividade é a montagem do espetáculo musical ‘Orfeu da Conceição’ de Vinícius de Moraes. No entanto, a peça não atraiu o público que o grupo de Filó desejava. A decepção veio em forma de uma outra idéia: organizar festas semelhantes aos Bailes da Pesada e, através delas, passar mensagens afirmativas para os freqüentadores.
A partir de então o Movimento começa a se configurar da forma como ele foi descrito pela mídia: em grupos de jovens negros da periferia, altamente influenciados pela cultura negra dos Estados Unidos, em busca de diversão, sobretudo, mas com uma consciência (ou identidade) racial comum.
Se os bailes não articulavam políticas de ação quanto à questão do racismo, também não se silenciavam em relação à busca de um referencial negro que se diferenciasse não somente do branco, mas, também, daquela idéia ‘servil’ a que o samba se prestava ao passar por um processo de ‘embranquecimento’. Embora essa visão mereça maiores discussões, a realidade é que, para aqueles jovens, o samba não representava mais uma identidade nem de raça nem de classe. A presença cada vez mais constante de brancos de classe média nas quadras das escolas de samba, a apropriação do ritmo como símbolo nacional e a ênfase turística dada aos desfiles carnavalescos tornou o samba uma opção de lazer seletiva, que excluía o jovem da periferia.
Os bailes soul, por sua vez, eram uma opção de lazer barata e a organização se esmerava para torná-los sempre atraente. Os DJs disputavam quem conseguia mais lançamentos, ou seja, músicas novas. Era comum a transação discos entre discotecários de estilos diferentes. Como era difícil trazer discos do exterior, os vinis usados nos bailes eram artigos caríssimos e, na mesma medida, caros. Quando um DJ conseguia algo, era capaz mesmo de retirar o rótulo para que os concorrentes não tomassem conhecimento dos nomes das faixas e dos artistas, tornando-as exclusivas.
As equipes investiam pesado em sonorização e na divulgação. Para o baile do Renascença, conhecido como ‘Noite do Shaft’ em referência ao personagem do seriado americano homônimo, foi criada toda uma identidade visual, baseada no estilo dos negros americanos da época. Eram realizadas projeções de slides de artistas e filmes que abordavam as questões dos jovens negros. Não é necessário dizer que eram todos filmes americanos. Em meio à ditadura brasileira, com seu projeto de integração nacional, o discurso oficial não podia conceber a idéia de um negro brasileiro com identidade cultural e, muito menos, questões sociais próprias. Filmes como Wattsax, Melinda, Shaft (que se transformou num famoso seriado de TV); músicos como James Brown, Ruff Thomas, Marva Whitney, Aretha Franklin, Barry White, Stevie Wonder e outros mostravam uma juventude negra que tinha estilo próprio, atitude e afrontava a opressão branca, coisa que não se via no universo do samba que, segundo relatos de jovens da época, se parecia muito feliz e confortada com o reconhecimento vindo dos brancos. O processo de identificação, por parte dos brasileiros, foi imediato e não tardou para que os jovens, que se auto-intitulavam blacks, passassem a agir e a se vestir como seus brothers norte-americanos e bradar nos bailes lemas como Black Is Beautiful ou I Am Somebody.
A popularidade das festas foi crescendo. À mesma medida, surgiam novas equipes de som e artistas que se engajavam na nova idéia. Nesse momento, o soul despertou o interesse das gravadoras brasileiras que viram nos freqüentadores dos bailes um enorme mercado potencial. Inicialmente foram lançadas coletâneas com os principais sucessos dos bailes. Muitas delas eram assinadas pelas equipes de som de maior prestígio. A gravadora repassava uma parte das vendagens para as equipes que se tornaram cada vez maiores e mais rentáveis. Artistas nacionais começaram a despontar e a gravar discos nesse momento. Gerson King Combo e Tony Tornado foram os precursores entre os cantores. O mercado de roupas e, principalmente, de sapatos também encontrou no público black um nicho de mercado. Lojas de bairros comerciais populares como Madureira ofereciam opções àqueles que dantes os comerciantes desejavam bem longe de seus estabelecimentos.
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A idéia partiu do produtor e empresário americano Clarence O. Smith, que fundou e presidiu por 32 anos a Essence Comunications, editora da revista Essence. Trata-se de um incontestável sucesso editorial nos Estados Unidos voltado para as mulheres negras, atingindo o respeitável número de 7,5 milhões de leitores/mês. Clarence vislumbrou cifrões no Brasil em 2000, numa inocente viagem a Salvador. Ele iria fazer turismo no Egito, mas mudou de destino em função da guerra do Golfo. Na Bahia, se impressionou com a forte identidade entre o ritmo negro dos dois países e decidiu abrir uma agência de turismo para trazer a classe média negra americana – e seus dólares – para o Brasil. A Avocet pretende decolar com um vôo charter direto de Nova York para Salvador em 28 de abril, com
A segunda e mais sonora aposta de Clarence é a You Entertainment, um selo fonográfico que nasceu para misturar o som e os artistas negros brasileiros e americanos. Em 2002, Clarence incumbiu dois produtores seus de esquadrinharem o Brasil em busca de sons e jovens artistas. A primeira descoberta da dupla foi o produtor musical Asfilófio de Oliveira Filho, o Dom Filó, que virou diretor musical da You. O primeiro produto é o CD Soul of Brazil, com músicas brasileiras cantadas por americanos e vice-versa. Até o final do ano, serão sete CDs. A julgar pelo que Clarence já aprontou nos Estados Unidos, há muita agitação à vista no Brasil, embalada pela black music: shows, DVDs, festivais, produção para tevê e cinema e diversos eventos. O Essence Music Festival, idealizado por ele, reúne no feriado de 4 de julho cerca de 200 mil pessoas
Causa Negra
Mariana, Edmon, Alexandre, Abdullah
e Andrea : do anonimato para o mundo
O executivo-chefe da You no Brasil, Scott Folks, que passou a viver no circuito Nova York–Salvador–Rio, não gosta de misturar dinheiro com questões raciais. “Nosso negócio é música. Mas essa conexão existe porque vamos dar voz aos afro-brasileiros na indústria do entretenimento”, diz Scott. Para a produção musical brasileira, segundo Dom Filó, o mais importante será o acesso a públicos internacionais, com destaque, além dos Estados Unidos, para os “mercados inusitados”, como Índia, Japão e Taiwan. Os CDs produzidos pela You no Brasil serão distribuídos pela ADA, a maior distribuidora americana de música independente.
“Acho uma pena a falta de investimento no negro brasileiro. É muito interessante a You abraçar a causa negra e a causa do artista desconhecido”, ressalta a carioca Mariana Rangel, 21 anos, que começou aos 16 anos cantando nas escadarias de uma igreja na favela do Jacarezinho, onde ainda mora, na zona norte do Rio. Mariana está entre os músicos do CD Soul of Brasil. “Todos nós, negros brasileiros, sentimos os limites que a raça branca nos impõe. Precisávamos de alguém que advogasse em nosso favor com expertise e dinheiro”, resume o carioca Edmon, 40 anos, intérprete de Sensualidade (versão feita por Eliana Pittman de Femininity, de Eric Benet e Christian Warren) e O que vai ser (What´s it gonna be, de Brian Mcknight e Brandon Barnes). Alexandre Lucas, autor de quatro canções, completa: “Já estava na hora de a gente ter uma oportunidade.” Mas oportunidade mesmo é a da baiana Fernanda Noronha, jóia garimpada no circuito de bares de Salvador por Dom Filó: será dela o primeiro CD solo da You. E é só o começo.
Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/1844/economia/1844_black_money.htm

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Quer saber o que rolou no programa e ouvir os comentários do Dj Corello, Dj Rui Taveira e de do apresentador Ricardo Telles, é só clicar no nome do DJ.... Corello DJ.
Jacqueline dos Prazeres

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