Fabricando Sonhos

Tocando Idéias

terça-feira, 28 de julho de 2009

BF - Dom Braga e a Swingueira Fantástica!



Dom Braga

Tocando na noite, Rodrigo Forte Braga, passou a ser conhecido como “Dom Braga”, apelido que adotou há dois anos e que leva consigo em sua carreira solo. Atualmente Dom Braga ensaia com A Swingueira Fantástica, nome da banda que o acompanha, e se prepara para lançar no mercado seu primeiro CD de autoria própria. Com o lema de mostrar sempre uma mensagem sincera, fazer todo mundo “riscar o salão” e transmitir o seu recado, o pequeno Rodrigo que ouvia clássicos no head – fone, se tornou em um compositor e cantor que faz da vocação para a música a sua maior inspiração.
Confira o Som Dele!!!

Esse Vídeo
Está
no
"Garagem do Faustão" !!!


sábado, 25 de julho de 2009

BF - Público x Mídia - Quem Ganha com Isso?



Público Charmeiro

Atualmente esse público tem ampliado. E muito do crescimento desse público se deve aos eventos gratuitos de rua. Também cresce em função da maior quantidade de execução de artistas de R&B americanos nas rádios e TVs. A internet também propicia um maior contato com esses artistas, ou seja, é possível atualmente acessar aos sites dos artistas e blogs correlatos. A estética black também está em alta, e muitos adeptos enxergam nos espaços de Charme os lugares perfeitos para suas desenvolturas. Isso também contribui para o aumento do público charmeiro.

Não temos instrumentos nesse momento para mensurar o seu tamanho exato no RJ, mas, por experiência, podemos afirmar que uma parcela importante do jovem morador do subúrbio é charmeiro ou já foi, alguma vez, em uma festa de charme ou conhece alguém que já foi. Outra afirmação é que a sua imensa maioria é composta de negros que compõe a classe C, ou seja, que ganham, em média atualmente, R$ 1062,00 conforme dados do
instituto de pesquisas Ipsos.




Mídia

Aqui o bicho fica mais feio. Posso estar errado, os mais antigos que me corrijam, mas acho que o Charme nunca esteve tão mal na mídia carioca como hoje. Com todas as dificuldades sempre tínhamos um espaçozinho em alguma rádio, nem que tivéssemos que pagar para isso. Atualmente (julho de 2008), em termos de rádio aberta, só temos o experiente e talentoso Fernandinho DJ na rádio Furacão 2000, diariamente, mas que, infelizmente, não chega a todos os bairros do RJ. Uma lástima. Na TV, nem pensar.

Como já afirmei, anteriormente, os responsáveis pelas rádios cariocas, não gostam de pobres e muito menos dos negros. Enquanto, na interpretação deles, o público charmeiro não oferecer alguma oportunidade de negócio, pode ter certeza, o Charme vai ficar fora da grande mídia ainda por muito tempo.


Com o aumento dos eventos gratuitos, a tendência é piorar ainda mais. Muita gente não entendeu, ainda, que espaço em rádio custa dinheiro e que, por causa disso, os seus proprietários não querem correr risco em seus investimentos. Pensemos como eles, os donos de rádio: se podem colocar axé ou funk na programação e atingir o mesmo índice de audiência, porque então abririam o espaço para o Charme. Principalmente quando sabem que, cada vez mais, se ampliam os eventos gratuitos. É furada na certa, entendem eles.


A nossa situação é tão grave, que fica difícil achar a superação desse estado de coisas. Não temos revista, jornal, zine, nenhum informativo. Programa de TV, nem pensar. Nossos sites e blogs são paupérrimos. Atualmente, no que tange ao Charme, só temos um programa de rádio. O bicho tá feio! Em São Paulo, um exemplo bem próximo de nós, a galera Black tem revista, a “Black News”, tem várias rádios comunitárias que tocam somente black music, existe também na faixa aberta, a rádio 105 FM que é praticamente uma rádio de Rap e vários sites importantes.


Recentemente, os paulistas conquistaram na TV Cultura um programa voltado para a cultura da periferia, apresentado pelo MC Rappin’ Hood. Promovem eventos importantes como a “Feira Preta” e o “Agosto Negro”. Enfim, o negócio lá está bem avançado, e nós temos as mesmas condições e até mais tradição com a black music que eles, para avançar nessa direção. Cabe a nós fazermos.


Outro aspecto sobre mídia, que considero super positivo, é a novidade que alguns produtores de bailes pagos desenvolveram utilizando as ferramentas da internet, principalmente o Orkut e as listas e emails, para comunicar com o seu público. Conforme consultas pessoais que fiz, percebo que isso tem possibilitado bons resultados em termos de comunicação, ou seja, as pessoas estão sendo informadas sobre a realização de alguns eventos.


Isso demonstra, também, que usando a cabeça e a criatividade, mesmo quando a situação não é das melhores em termos de mídia, alguns produtores de Charme conseguem dar o pulo do gato e atingir minimamente seus objetivos. Palmas para gente! O mundo globalizado não é de todo ruim.

“MARCELL DJ”

Marcelo Barbosa Santos*

*DJ de R&B desde 1989, produziu 2 Fóruns de DJs de Black Music no RJ.
Historiador/UFF. MBA em Marketing Empresarial/UFF. Mestrando em Educação pela UERJ.

BF - Vamos Começar Assim o Sábado!! Jodeci "Get UP On"

Em 1996 essa música fez muito sucesso nas pistas e principalmente na
Fundição Progresso.
Eu adooooro é o assovio da música fazendo a marcação.

E para matar as saudades

Jodeci
"Get Up On".

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J.Prazeres

segunda-feira, 20 de julho de 2009

BF - DJ`s de 1º classe, 2ª classe ou 3ª classe! O que significa isso?


DJ


No Charme, hoje dia, existem 3 tipos de DJ`s: dj`s de 1º classe, dj`s de 2ª classe e dj`s de 3ª classe. Isso nem sempre foi assim. No passado, a divisão se dava da seguinte forma: os que tinham talento e consagrados, os que não tinham tanto talento assim, mas tinham oportunidade de trabalhar, e os sem oportunidade. Contudo, todos encaravam a atividade de DJ com mais profissionalismo. Tinham que pesquisar, conhecer gente, fazer contatos, aprender um mínimo da língua inglesa, comprar discos, eventualmente viajar para Londres, Miami ou Nova York, conhecer produtores, se vestir bem etc. A coisa se dava nesse nível.

Com a globalização e a democratização do acesso às novas tecnologias, principalmente a internet, a coisa se transformou radicalmente. Os DJs de Charme, imediatamente se adaptaram aos novos tempos, abandonaram o vinil e as MK 2 Technics e encontraram nos blogs e programas de troca da rede, a solução para a redução de custos. Com esse processo foram aparecendo um monte de pessoas se dizendo DJs, muitos deles até sérios querendo se dedicar, no entanto, a grande maioria, pelo fácil acesso às músicas e praticidade de se usar um aparelho de CD profissional, não possuem até hoje condições de tocar num evento inteiro. Muitos desses novos nomes estão muito mais interessados em aparecer, ser destaque atrás de um par de toca-discos, muito mais para chamar a atenção das mulheres do que realmente se dedicar a profissão de DJ.

Assim, há um derrame de novos DJs, uns sérios e outros que não estão nem aí para o movimento. Como se deve esperar, não há mercado para todo mundo, e muita gente fica fora do circuito profissional. É aí que entra o happy hour gratuito, ele ocupa a lacuna deixada pela ausência de bailes pagos, esses DJs sem bailes para tocar e com músicas baixadas pela internet, começam a organizar eventos de rua gratuitos para mostrarem ao mundo que também existem e que desejam uma oportunidade.


Conclusão

Foi a falta de absorção dessa nova galera nos bailes pagos que abriu brecha para os eventos gratuitos que, por sinal, quanto mais os eventos gratuitos crescem, mais trabalham para a extinção dos bailes pagos. “É a porca comendo o próprio rabo”. Tudo isso atrelado às novas tecnologias e ao acesso às músicas pela internet. É bom lembrar que esse fenômeno proporcionado pela globalização (ampliação do acesso à tecnologia e a internet) também causa danos à indústria de entretenimento e a vários outros setores da economia, que até hoje ainda estão se adaptando aos novos tempos. Um bom exemplo desse problema é a pirataria de CDs e DVDs.

Entendo que toda profissão tem uma ética. E a ética dos DJs profissionais, até então, era nunca encarar uma festa, mesmo que seja pequena e sem status, sem receber cachê ou partilhar algum resultado da portaria. Esse fio condutor ético está totalmente fragilizado, no meu entender, quando se foca nos atuais DJs de Charme do RJ. Daí a minha classificação de Os “djs de 1º classe, djs de 2ª classe e djs de 3ª classe”.


DJ de 1º classe
é aquele que nunca toca de graça em bailes ou festas regulares, pode até cair o preço do cachê, mas nunca trabalha, para ninguém, sem ganhar. Eventualmente, quando convidado, pode até dar uma canja de 30 minutos aqui e acolá sem cobrar, muito mais por amizade ou curtição, mas, nestas ocasiões, na primeira oportunidade que tiver, vai largar os toca-discos e passar logo para outro.

Esse profissional sabe quanto custa ter as músicas e o tempo que levou nas pesquisas, do seu peso histórico, da fidelidade de seu público, do reconhecimento de sua habilidade, do sua preocupação com a qualidade, etc. Esse DJ tem contato com as gravadoras e artistas, alguns deles já tiveram a oportunidade viajar para o exterior. Tem compromisso com o Charme, pois tem consciência que é com o movimento forte que se ampliam os horizontes, se conquista outros espaços e assim, se ganha mais dinheiro. São eles, em geral, que junto de outras pessoas com o mesmo compromisso sustentaram o movimento Charme até os dias de hoje. Não é necessário citar nomes, mas todos nós sabemos os DJs que podem ser classificados aqui.


DJ de 2ª classe
– é aquele que é frágil na ética dos DJs, geralmente aceita tocar sem receber, tem habilidade, mas não sabe se valorizar, troca seu esforço por qualquer garrafinha de cerveja, um churrasquinho etc. Eventualmente, são chamados a ganhar algum cachê, mas isso são momentos raros, na maioria das vezes vai estar na fila para tocar nos happy hours gratuitos “sem botar um puto no bolso”. Geralmente, são usados por alguém que, sem ele perceber, está fazendo dinheiro às suas custas.

Esse camarada, na maioria das vezes, consegue até ter as músicas, no entanto, não sabe o que fazer com elas. Como está sempre tocando de graça, não tem compromisso com a pista de dança e toca o que “vai” na sua cabeça. É uma turma que está em ascensão atualmente, cresce de tamanho a cada dia. Justamente por isso, não vamos citar nomes. De repente, podem achar que citá-los é uma promoção. “Deixa quieto”.


DJ de 3ª classe
é aquele que não tem talento, ou seja, não sabe sequer mixar, mas se acha o “rei da cocada preta”. Não pode ver um happy hour de Charme gratuito que vem com uns disquinhos de baixo do braço insistindo para tocar. É capaz de pagar uma rodada de cerveja para todo mundo, só para ter uma oportunidade atrás dos toca-discos. Geralmente, sua seqüência é de flash back, smooth jazz ou jazz contemporâneo. Não pode ver uma câmera fotográfica que logo se posiciona no enquadramento para sair na foto. Nunca recebe um troco. O cidadão está ali somente para tirar uma onda de DJ e tem sempre na ponta da língua o discurso de que “tenho meu emprego e não preciso ganhar a mixaria de vocês”. Também não citaremos nomes, para preservar a integridade da turma.

“MARCELL DJ”

Marcelo Barbosa Santos*

*DJ de R&B desde 1989, produziu 2 Fóruns de DJs de Black Music no RJ.
Historiador/UFF. MBA em Marketing Empresarial/UFF. Mestrando em Educação pela UERJ.


domingo, 19 de julho de 2009

BF - Gospel - Kirk Franklin


Kirk Franklin

Desde sua estréia em 1993, Kirk Franklin & The Family abrilhantou o cenário da música gospel contemporânea.

Suas músicas falam por si e como não poderia ser diferente, segue abaixo algumas músicas que nos fazem pensar e agradecer a Deus por mais um dia.


Stomp
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Hosana
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Revolution
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J.Prazeres

quarta-feira, 15 de julho de 2009

BF - Isso Sim É Movimento Funk!



Festa Funk Soul Black
A Melhor das Melhores
5ªEdição
River Futebol Clube - Junho / 2009


Por Humberto DJ
Essa edição da Festa Funk Soul Black, precisamente a nº 5, realizada no River, no último sábado, dia 06 de junho, foi simplesmente uma das melhores ! Imbatível, formidável, sensacional ! Não consigo encontrar adjetivos apropriados para enaltecer esse belíssimo evento.

O resultado positivo dessa festa, como sempre, foi marcado pela organização e a belíssima administração do nosso querido Português que, como sempre, soube escolher os ingredientes necessários para o sucesso do evento.

A "panela de pressão", digamos assim, recebeu uma super dose de djs renomados, ao som da Equipe Tropicália, com Lenon DJ, Gilmar, Adão e Marcelo, além, é claro, da Cash Box com Dj Marcão, e a equipe Espião, com os Djs Paulinho Cabeção e Alexandre Carnaval.


Casa Cheia e Na paz


O sucesso dessa festa já era previsível ! Tão logo foi anunciado, há cerca de 3 meses, a presença da Super Tropicália com o seu tradicional painel do aviãozinho, bem como a participação dos queridos Djs Géllo e Ricardinho, abrindo a festa, nada poderia ser diferente. Uma volta no tempo já estava marcada, bastando apenas esperar o embarque. E foi justamente isso que aconteceu. Uma verdadeira viajem, com o público dançando e cantando até as 4 e meia da madrugada, num ambiente de total alegria, descontração e harmonia.

A festa teve início por volta das 22 horas, com os Djs Géllo e Ricardinho, da Only Music Records, detonando grandes hits que fizeram história nos bailes funks. Num sincronismo perfeito, essa dupla carismática merece destaque, não somente pelo profissionalismo, técnica e competência, mas sim, pelo belíssimo carinho que os mesmos irradiam para os seus amigos e público. O repertório de Géllo e Ricardinho, com mixagens precisas, arrancou vários gritos do público, numa atmosfera envolvida por um ar de pura magia e felicidade.


Géllo, Diogo e Ricardinho
(Only Music)



Ainda no decorrer da abertura da festa, depois de cerca de 1 hora, Ricardinho aquece as turbinas do River com o hit "SO TELL ME TELL ME", da Shavonne, demonstrando, assim, que as "comportas" já estavam abertas para uma das maiores Festa Funk Soul Black já realizadas.

O público não parava de entrar. Para se ter uma idéia da dimensão do evento, ainda por volta das 2 da madrugada, podíamos observar a entrada de diversos frequentadores, percorrendo o percurso da bilheteria ao salão em sintonia com os graves das equipes de som.


Adão e Gilmar
(Equipe Tropicália)

E a tão esperada Tropicália ?

Sob o comando dos Djs Lenon, Gilmar, Adão e Marcelo, a Super Tropicália abre a sua sequência o hit "SPRING LOVE", do Stevie B, atrelado ao visual tradicional do painel do aviãozinho, fazendo com que dezenas de frequentadores acionassem os seus celulares e registrassem o desempenho do equipamento. A Tropicália, como sempre, causou impacto, relembrando os lindos momentos dos seus bailes em Caxias, com músicas jamais tocadas em eventos da Festa Funk Soul Black, com sequências eletrizantes. A interação dos seus djs fez com que o público correspondesse da melhor forma possível, com alegria e entusiasmo.


Antes de fechar com a sua saideira, sobe ao palco da Tropicália o nosso querido Português, agradecendo a presença do público e contemplando o público com várias camisas. Português é digno de vários elogios. Um profissional que meteu o peito para realizar um árdua tarefa diante do contexto atual do funk e vem alcançando resultados impressionantes.

O serviço de bar foi impecável e, desta vez, o preço da cerveja foi reduzido, fazendo com que o público consumisse um pouco mais. Não posso esquecer de registrar que os 50 primeiros pagantes foram contemplados com DVDS da Festa Funk Soul Black nº 03, realizada em dezembro.

E a Espião ???


Momento Espião

Pessoal, eu estava próximo do bar, juntamente com demais amigos. Quando a Espião entrou, os graves foram surpreendentes. Sem exageros ! As telhas da cobertura parcial do lado de fora tremiam de uma forma assustadora, dando a impressão que tudo iria desabar. O impacto foi demais, causando grande perplexidade aos adeptos que lá estavam. Não sei ao certo como estava em matéria de médios e agudos, pois eu estava num local não muito apropriado para traçar qualquer comentário, mas posso afirmar que os graves foram de arrebentar !

Dj Paulinho Cabeção mandou muito bem, assim como o Alexandre Carnaval. Scratch e a técnica do Paulinho foi o momento crucial da Espião, deixando o próprio Tojão em órbita total. Era impossível não registrar a profunda alegria do Tojão. Ele estava demais ! Muito alegre e, por sinal, muito comunicativo, Tojão por várias vezes pegava o microfone e enaltecia o resultado da festa. Foi um momento muito bonito, não nos deixando dúvida do quanto o funk da antiga é repleto de emoções. Ninguém resiste !


Alexandre Carnaval e Paulinho Cabeção
(Equipe Espião)

Precisamente às 2 da madrugada, num ambiente de grande expectativa, a equipe Cash Box, sob o comando do Dj Marcão, dá continuidade a festa, abrindo a sequência dom o hit "FESTIVAL" do grupo WIND CHYMES, com um som de arregassar ! Esse hit, para aqueles que não sabem, é mais conhecida como a melo da Cash Box. Detalhe interessante nessa abertura: O Diogo, irmão do Dj Ricardinho e Géllo, é quem deu o start nos toca-discos. Diogo é um rapaz especial, ou melhor, ele é mais do que especial, é o nosso grande e querido amigo.

Como não poderia ser diferente, a Cash Box tocou a sua tradiconal sequência de música lenta, levando ao centro do salão vários casais, todos dançando bem juntinhos, lembrandos os grandes bailes de HI-FI.

Esses eventos realizados no River, nos faz acreditar que estamos diante de uma verdadeira família. Todos estão em perfeita sintonia. Todos se conhecem, todos se abraçam, todos dançam e contemplam a oportunidade de reviver grandes momentos de suas vidas, aos sons harmoniosos do verdadeiro funk carioca. Diversas amizades foram constituídas ao longo desses 12 meses, tornando, assim, a Festa Funk Soul Black uma grande realidade para todos.

O evento, como sempre acontece, foi filmado e, dessa vez, pelas lentes do caro Maurício, cujo DVD deverá estar pronto num prazo máximo de 2 semanas, onde as edições das imagens estarão sob a minha responsabilidade.

Gente, no mais, um evento marcante e, na minha opinião, a melhor das melhores edições da Festa Funk Soul Black.


terça-feira, 14 de julho de 2009

BF - O Bailinho - Bom D+!!!



Uma festa que surge para sonorizar os finais de tarde de domingo de um típico verão carioca.
Assim nasceu o BAILINHO em setembro de 2007. Desde então a festa-baile tem deixado as noites de domingo dos cariocas mais animadas.

Rodrigo Penna, o mentor e Disc Jóquei mestre do evento explica: “A idéia é mesclar ritmos atuais com melodias antigas mas totalmente inesquecíveis.”, diz o ator e diretor carioca.
Frank Sinatra e Hot Chip. Luiz Gonzaga e Michael Jackson. Numa época que o mash-up é palavra de ordem musical, misturar artistas e gêneros totalmente distintos para fazer um sujeito dançar é totalmente normal.

A cada domingo, 2 a 3 convidados especiais dividem as carrapetas com Rodrigo. Os escritores Nelson Motta e Adriana Falcão, os músicos Zélia Duncan, Celso Fonseca e Daúde, os atores Natália Lage e Lucio Mauro Filho e a jornalista Renata Simões já foram DJs e tiveram seus 15 minutos de fama numa pista de dança.

Correio do amor, biscoitos da sorte com poemas, e outras surpresinhas dão um charme extra à festa.

O BAILINHO deixou de ser um evento de verão para se reinventar em qualquer estação ou local. Atualmente acontece no Clube 69, a uma quadra da praia de Ipanema, mas em breve vai invadir outras cidades.

“No Bailinho você vai ouvir de tudo.
É só uma festa, acredite.
Mas tudo pode acontecer”,
provoca o DJ.



BF - Black Pílulas - Canibalização - Por Marcell DJ



Canibalização
“Happy Hour Gratuitos - Festas de Rua”
versus
“Bailes Pagos”


Sobre esse aspecto o meu padrinho Corello DJ enfocou bem e trouxe à tona o problema. Na sua visão, a cultura do "charme de graça" já contaminou a velha e a nova geração de charmeiros. O que, na opinião do DJ, estaria inviabilizando a manutenção dos "bailes pagos". Queria dizer aqui, que concordo com o diagnóstico do Corello DJ, mas divirjo da sua conclusão sobre a causa do problema, ou seja, que a culpa está no atual público freqüentador dos bailes de Charme. De acordo com a sua opinião, o charmeiro "não quer pagar para ir a um baile de Charme", pois existem várias opções gratuitas à disposição. Enfim, a culpa do Charme estar assim "do jeito que está" é do público e não dos produtores de bailes pagos.

Para explicar melhor a minha discordância da visão do Corello DJ, acho conveniente, antes, fazer uma breve classificação dos atores envolvidos e seus projetos. Vejo que, assim, pode-se facilitar o entendimento do que quero dizer.

Atores e Seus Projetos

Produtores: no caso atual do Charme, uma boa parte dos produtores dos bailes, ou seja, aqueles que bancam a filipeta, a faixa, o som, a segurança são os próprios DJs, não temos atualmente no RJ um grupo de produtores como, no passado, os donos das equipes de som, por exemplo. Isso é bem diferente em São Paulo. Em Sampa, existem vários produtores de bailes, boates e festas blacks, em geral. Em São Paulo, o DJ só toca e cobra seu cachê. Muito recentemente, no RJ, ainda que de maneira esporádica, mas vem ganhando força, iniciou-se a produção das festas de grupos, como o "Panela.com", "As Escuras", "Chocolate com Pimenta" etc. Sem dúvida, é um grande avanço, mas ainda é muito pouco diante do tamanho da demanda reprimida de bailes de Charme do RJ. Em minha opinião, o potencial do público de Charme carioca é muito maior que a maioria das pessoas imagina.

Para produzir um "happy hour de charme" gratuito, o custo é quase nada. Um amigo traz o som, outros negociam a cerveja com algum comerciante local. Liga tudo que, em menos de 10 minutos, vai aparecer um DJ de Charme de "2º classe" para tocar e animar o povo. Neste caso, pode-se dizer que não tem produção profissional, ou seja, não têm filipetas, não têm faixas, não tem custo com mídia de rádio, não tem gasto com segurança, não precisa pagar DJ etc.

Esse tipo de evento desdobra dois fatores importantes: 1) proporciona um retrocesso, pois não emprega ninguém (som e dj sem custo), não agrega patrocínio (qual é a empresa louca que vai se associar à um evento onde o povo não paga?) enfim do ponto de vista da produção é péssimo, 2) do ponto de vista cultural é bom, pois mantém o Charme na boca do povo. O resultado disso tudo é o que chamamos de nivelamento por baixo dos bailes de Charme: muita gente envolvida, mas sem agregar valor comercial, ou como dizem os marketeiros, não se constitui como um nicho de mercado.

BF - Gap Band - Um Grupo Marcante!


The Gap Band


Banda norte-americana de R&B, Funk e Soul, que se tornou conhecida durante as décadas de 1970 e 1980, com canções dançantes e baladas românticas. Formada pelos irmãos Ronnie, Robert Wilson e Charlie Wilson, a banda chamou-se primeiro Greenwood, Archer and Pine Street Band, em 1967, na sua cidade natal de Tulsa, no estado americano de Oklahoma; as iniciais do nome (G A P) foram adotadas oficialmente como nome do grupo em 1979.


E uma música que não consigo esquecer

é

"Outstanding"


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J.Prazeres

segunda-feira, 13 de julho de 2009

BF - Black Pílulas - Por Marcell DJ


Marcell DJ

*DJ de R&B desde 1989, produziu 2 Fóruns de DJs de Black Music no RJ.
Historiador/UFF. MBA em Marketing Empresarial/UFF. Mestrando em Educação pela UERJ.


UMA RADIOGRAFIA DO MOVIMENTO CHARME CARIOCA

Janeiro/2009

Alô galera charmeira, muito legal tópico “Quais os maiores problemas que enfrentamos no Charm” no fórum da Comunidade “Charmeiros da Antiga” no Orkut [1], pois oportuniza o debate sobre um tema que tanto nos motiva e emociona: o CHARME.

Adianto que devo tocar em pontos polêmicos e, por isto, posso estar pisando nos calos de algumas pessoas ligadas ao movimento. No entanto, como dizia o meu avô, tão tem como fazer omelete sem quebrar os ovos. Mas, desde já, ressalto que não é a minha intenção magoar ninguém, muito menos ofender pessoas. O meu objetivo é só e humildemente, trazer à tona a reflexão de alguns temas em que possuo domínio.

O próprio tópico no seu título ao mencionar "problemas" já sugere que talvez o movimento Charme carioca esteja passando por uma crise. Cabe dizer aqui, que acho isso positivo, pois todo momento de crise proporciona o debate e instiga a criatividade que, por conseqüência, nos leva ao novo, ao inusitado, ao inédito etc. Portanto, a crise (se é que está acontecendo) é boa.

Conjuntura geral

Para chegarmos a uma boa análise, se faz necessária uma boa avaliação de conjuntura. No caso, fatos e estruturas, onde o movimento Charme está envolvido. Vamos então a ela.

Pelo público charmeiro carioca ser composto, quase que exclusivamente, pela população negra, não tem como esquecer a dimensão do racismo na análise. O perfil do racismo que vejo como o mais prejudicial ao movimento é o que tem sido chamado de Racismo institucional. Para facilitar o entendimento, o Racismo institucional não funciona diretamente entre indivíduos. O negro ou indígena não são necessariamente agredidos fisicamente, não são ofendidos em sua honra ou caráter, simplesmente as instituições dão um jeito de discriminá-los e excluí-los.

É aquele racismo que age nas esferas das instituições de poder. No Brasil, o resultado eficaz da sua ação é visualizado na maioria das instâncias de poder, por ex: nas direções executivas das empresas, no Congresso Nacional, na estrutura do Judiciário, nas universidades, no oficialato das forças Armadas etc. São espaços de poder onde o negro é minoria ou sequer faz parte. No que afeta o Charme, esse tipo de racismo se dá no acesso à mídia (rádio, tv, jornal, revista, editora, etc), ou seja, não temos negros com concessão pública de rádios ou tvs, nem são donos de jornais ou editoras, muito menos de gravadoras. Destaco como caso excepcional, os selos independentes de Hip Hop, onde os negros têm uma importante inserção. Não tenho a menor dúvida que, se os negros tivessem mais acesso às concessões de rádio e TV, como é comum nos EUA, teríamos mais conteúdo de música negra, tanto nas grades de programação dos grande meios de comunicação.

Enfim, a ação do Racismo institucional para a nossa questão é importante, pois cria barreiras fortes contra o Charme, mas não instransponíveis. Em vários momentos, os negros e negras do Brasil e em especial os cariocas, superaram essas barreiras com a sua cultura, que de maneira criativa e consistente vem se mantendo. Muitas vezes, na resistência, como o samba de raiz, e em outras, na vanguarda, como o funk carioca hoje. Poderíamos, também, destacar a CUFA e o Afro-reggae. O que estou dizendo é que tem saída. O mundo não acabou, mas uma coisa é certa e não podemos esquecer: os brancos brasileiros que dirigem as gravadoras ou possuem as concessões de rádio e tv não gostam dos negros, não gostam dos pobres e só se apropriam da cultura produzida por essa parcela da população para se enriquecer.

É importante lembrar que o Charme carioca vai fazer 30 anos de existência em 2010, portanto, podemos afirmar sem medo de errar, que temos história na cultura carioca. E que movimentos que chegam a esta idade, sofrem mudanças geracionais, paradigmáticas, mas não acabam, são eternos. Como destaque, informo que o movimento Soul não conseguiu durar 10 anos. Começou em 1970 com Big Boy e outros, mas sucumbiu em 1979 com a força da Disco Music e seus "Johnns Travoltas".



[1] Tópico do Fórun da Comunidade do Orkut “Charmeiros da antiga”


Continua Amanhã!!!


JP


BF - César Athayde - Esse é o Cára!!!




Olá Familia!!!

Sei que não estou postando muita coisa conforme postava, mas vai chegando o fim do ano as coisas começam a agitar!!!!

Bem, nas minhas pesquisas achei uma foto do grande César Athayde.
O grande idealizador do Viaduto de Madureira.
O cára que teve a idéia de fazer um "bailinho" de Charme para aqueles que não tinham condições e tempo para ir.

Esse é o cára que tem que ser lembrado sempre!!!!
Ele e Jones idealizaram este "bailinho" que hoje tem 19 anos de existência...a caminho dos 20.

César Athayde
Essa é pra você!!!

T+
J.Prazeres

sábado, 11 de julho de 2009

BF - Markin New Charm - Um Vanguardista!

Olá Família!!!

O vídeo que segue abaixo é uma coletânea de Markin New Charm.
DJ que acreditou no viaduto de Madureira e que fez história no movimento.

Vale a Pena Assistir!!!


J.Prazeres



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domingo, 5 de julho de 2009

BF - Black Documentário

Galera!!!

Vou postar aqui um curta documentário chamado "Hoje é Dia de Baile".
Argumento, pesquisa e direção de Delano Valentim.

Este curta está dividido em 06 partes e todos estão abaixo.

Divirtam-se!


Mais um fazendo a sua parte!!!


01
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02
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03
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04
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05
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06

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J.Prazeres

sábado, 4 de julho de 2009

BF - The Temptations



The Temptations



É uma banda dos Estados Unidos formada por cinco integrantes (atualmente G.C. Cameron, Joe Herndon, Ron Tyson, Terry Weeks e Otis Williams). Um de seus maiores sucessos é a canção "My girl", lançada em 1964, sendo um dos hits mais tocados em todo o mundo e trilha sonora de filmes.

Por mais de quarenta anos, The Tempatations têm prosperado e como uma máquina propulsora da música americana, o grupo tem feito sucesso ao longo dos anos com uma série de hits. The Temptations vendeu também performances e estilo por todo o mundo.

Uma música que marcou os bailes aqui no Rio de Janeiro

foi

“Treat Her Like a Lady”.

Como não poderia ser diferente ...

...Com Vocês...

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J.Prazeres

BF - 30 anos...Não São 30 dias!!!



Não É Mole Não, Heim?

O que falar de uma pessoa que tem um coração de ouro, carismático, amoroso e ainda por cima com uma sensibilidade fora do comum???!!!

Não tenho muito o que falar, na verdade tenho sim é que agradecer a este moço pela sua contribuição ao movimento Charme. Não é mole fazer 30 anos de carreira, ainda mais na atual situação que se encontra o movimento.

Agradeço a você, a todos os DJ`s de Charme e todos os DJ`s da Old School por gostar tanto de Black Music.

Então se liga aí galera do blog!!!

14 de Novembro -
22 horas - River Futebol Clube
Piedade - RJ


Orlando DJ

Comemorará esta data com seus amigos e DJ`s parceiros como
Fernandinho, Corello, Iones, Baludo e Outros.


Depois falo mais sobre o evento.
Vale a pena conferir!!!


J.Prazeres