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"Garagem do Faustão" !!!
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“MARCELL DJ”
Marcelo Barbosa Santos*
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Com a globalização e a democratização do acesso às novas tecnologias, principalmente a internet, a coisa se transformou radicalmente. Os DJs de Charme, imediatamente se adaptaram aos novos tempos, abandonaram o vinil e as MK 2 Technics e encontraram nos blogs e programas de troca da rede, a solução para a redução de custos. Com esse processo foram aparecendo um monte de pessoas se dizendo DJs, muitos deles até sérios querendo se dedicar, no entanto, a grande maioria, pelo fácil acesso às músicas e praticidade de se usar um aparelho de CD profissional, não possuem até hoje condições de tocar num evento inteiro. Muitos desses novos nomes estão muito mais interessados em aparecer, ser destaque atrás de um par de toca-discos, muito mais para chamar a atenção das mulheres do que realmente se dedicar a profissão de DJ.
Assim, há um derrame de novos DJs, uns sérios e outros que não estão nem aí para o movimento. Como se deve esperar, não há mercado para todo mundo, e muita gente fica fora do circuito profissional. É aí que entra o happy hour gratuito, ele ocupa a lacuna deixada pela ausência de bailes pagos, esses DJs sem bailes para tocar e com músicas baixadas pela internet, começam a organizar eventos de rua gratuitos para mostrarem ao mundo que também existem e que desejam uma oportunidade.
Conclusão
Foi a falta de absorção dessa nova galera nos bailes pagos que abriu brecha para os eventos gratuitos que, por sinal, quanto mais os eventos gratuitos crescem, mais trabalham para a extinção dos bailes pagos. “É a porca comendo o próprio rabo”. Tudo isso atrelado às novas tecnologias e ao acesso às músicas pela internet. É bom lembrar que esse fenômeno proporcionado pela globalização (ampliação do acesso à tecnologia e a internet) também causa danos à indústria de entretenimento e a vários outros setores da economia, que até hoje ainda estão se adaptando aos novos tempos. Um bom exemplo desse problema é a pirataria de CDs e DVDs.
Entendo que toda profissão tem uma ética. E a ética dos DJs profissionais, até então, era nunca encarar uma festa, mesmo que seja pequena e sem status, sem receber cachê ou partilhar algum resultado da portaria. Esse fio condutor ético está totalmente fragilizado, no meu entender, quando se foca nos atuais DJs de Charme do RJ. Daí a minha classificação de Os “djs de 1º classe, djs de 2ª classe e djs de 3ª classe”.
DJ de 1º classe – é aquele que nunca toca de graça em bailes ou festas regulares, pode até cair o preço do cachê, mas nunca trabalha, para ninguém, sem ganhar. Eventualmente, quando convidado, pode até dar uma canja de 30 minutos aqui e acolá sem cobrar, muito mais por amizade ou curtição, mas, nestas ocasiões, na primeira oportunidade que tiver, vai largar os toca-discos e passar logo para outro.
Esse profissional sabe quanto custa ter as músicas e o tempo que levou nas pesquisas, do seu peso histórico, da fidelidade de seu público, do reconhecimento de sua habilidade, do sua preocupação com a qualidade, etc. Esse DJ tem contato com as gravadoras e artistas, alguns deles já tiveram a oportunidade viajar para o exterior. Tem compromisso com o Charme, pois tem consciência que é com o movimento forte que se ampliam os horizontes, se conquista outros espaços e assim, se ganha mais dinheiro. São eles, em geral, que junto de outras pessoas com o mesmo compromisso sustentaram o movimento Charme até os dias de hoje. Não é necessário citar nomes, mas todos nós sabemos os DJs que podem ser classificados aqui.
DJ de 2ª classe – é aquele que é frágil na ética dos DJs, geralmente aceita tocar sem receber, tem habilidade, mas não sabe se valorizar, troca seu esforço por qualquer garrafinha de cerveja, um churrasquinho etc. Eventualmente, são chamados a ganhar algum cachê, mas isso são momentos raros, na maioria das vezes vai estar na fila para tocar nos happy hours gratuitos “sem botar um puto no bolso”. Geralmente, são usados por alguém que, sem ele perceber, está fazendo dinheiro às suas custas.
Esse camarada, na maioria das vezes, consegue até ter as músicas, no entanto, não sabe o que fazer com elas. Como está sempre tocando de graça, não tem compromisso com a pista de dança e toca o que “vai” na sua cabeça. É uma turma que está em ascensão atualmente, cresce de tamanho a cada dia. Justamente por isso, não vamos citar nomes. De repente, podem achar que citá-los é uma promoção. “Deixa quieto”.
DJ de 3ª classe – é aquele que não tem talento, ou seja, não sabe sequer mixar, mas se acha o “rei da cocada preta”. Não pode ver um happy hour de Charme gratuito que vem com uns disquinhos de baixo do braço insistindo para tocar. É capaz de pagar uma rodada de cerveja para todo mundo, só para ter uma oportunidade atrás dos toca-discos. Geralmente, sua seqüência é de flash back, smooth jazz ou jazz contemporâneo. Não pode ver uma câmera fotográfica que logo se posiciona no enquadramento para sair na foto. Nunca recebe um troco. O cidadão está ali somente para tirar uma onda de DJ e tem sempre na ponta da língua o discurso de que “tenho meu emprego e não preciso ganhar a mixaria de vocês”. Também não citaremos nomes, para preservar a integridade da turma.
“MARCELL DJ”
Marcelo Barbosa Santos*
*DJ de R&B desde 1989, produziu 2 Fóruns de DJs de Black Music no RJ.
Historiador/UFF. MBA em Marketing Empresarial/UFF. Mestrando em Educação pela UERJ.
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The Gap Band
Banda norte-americana de R&B, Funk e Soul, que se tornou conhecida durante as décadas de 1970 e 1980, com canções dançantes e baladas românticas. Formada pelos irmãos Ronnie, Robert Wilson e Charlie Wilson, a banda chamou-se primeiro Greenwood, Archer and Pine Street Band, em 1967, na sua cidade natal de Tulsa, no estado americano de Oklahoma; as iniciais do nome (G A P) foram adotadas oficialmente como nome do grupo em 1979.
E uma música que não consigo esquecer
é
"Outstanding"
J.Prazeres
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UMA RADIOGRAFIA DO MOVIMENTO CHARME CARIOCA
Alô galera charmeira, muito legal tópico “Quais os maiores problemas que enfrentamos no Charm” no fórum da Comunidade “Charmeiros da Antiga” no Orkut [1], pois oportuniza o debate sobre um tema que tanto nos motiva e emociona: o CHARME.
Adianto que devo tocar em pontos polêmicos e, por isto, posso estar pisando nos calos de algumas pessoas ligadas ao movimento. No entanto, como dizia o meu avô, tão tem como fazer omelete sem quebrar os ovos. Mas, desde já, ressalto que não é a minha intenção magoar ninguém, muito menos ofender pessoas. O meu objetivo é só e humildemente, trazer à tona a reflexão de alguns temas em que possuo domínio.
O próprio tópico no seu título ao mencionar "problemas" já sugere que talvez o movimento Charme carioca esteja passando por uma crise. Cabe dizer aqui, que acho isso positivo, pois todo momento de crise proporciona o debate e instiga a criatividade que, por conseqüência, nos leva ao novo, ao inusitado, ao inédito etc. Portanto, a crise (se é que está acontecendo) é boa.
Conjuntura geral
Para chegarmos a uma boa análise, se faz necessária uma boa avaliação de conjuntura. No caso, fatos e estruturas, onde o movimento Charme está envolvido. Vamos então a ela.
Pelo público charmeiro carioca ser composto, quase que exclusivamente, pela população negra, não tem como esquecer a dimensão do racismo na análise. O perfil do racismo que vejo como o mais prejudicial ao movimento é o que tem sido chamado de Racismo institucional. Para facilitar o entendimento, o Racismo institucional não funciona diretamente entre indivíduos. O negro ou indígena não são necessariamente agredidos fisicamente, não são ofendidos em sua honra ou caráter, simplesmente as instituições dão um jeito de discriminá-los e excluí-los.
É aquele racismo que age nas esferas das instituições de poder. No Brasil, o resultado eficaz da sua ação é visualizado na maioria das instâncias de poder, por ex: nas direções executivas das empresas, no Congresso Nacional, na estrutura do Judiciário, nas universidades, no oficialato das forças Armadas etc. São espaços de poder onde o negro é minoria ou sequer faz parte. No que afeta o Charme, esse tipo de racismo se dá no acesso à mídia (rádio, tv, jornal, revista, editora, etc), ou seja, não temos negros com concessão pública de rádios ou tvs, nem são donos de jornais ou editoras, muito menos de gravadoras. Destaco como caso excepcional, os selos independentes de Hip Hop, onde os negros têm uma importante inserção. Não tenho a menor dúvida que, se os negros tivessem mais acesso às concessões de rádio e TV, como é comum nos EUA, teríamos mais conteúdo de música negra, tanto nas grades de programação dos grande meios de comunicação.
Enfim, a ação do Racismo institucional para a nossa questão é importante, pois cria barreiras fortes contra o Charme, mas não instransponíveis. Em vários momentos, os negros e negras do Brasil e em especial os cariocas, superaram essas barreiras com a sua cultura, que de maneira criativa e consistente vem se mantendo. Muitas vezes, na resistência, como o samba de raiz, e em outras, na vanguarda, como o funk carioca hoje. Poderíamos, também, destacar a CUFA e o Afro-reggae. O que estou dizendo é que tem saída. O mundo não acabou, mas uma coisa é certa e não podemos esquecer: os brancos brasileiros que dirigem as gravadoras ou possuem as concessões de rádio e tv não gostam dos negros, não gostam dos pobres e só se apropriam da cultura produzida por essa parcela da população para se enriquecer.
É importante lembrar que o Charme carioca vai fazer 30 anos de existência em 2010, portanto, podemos afirmar sem medo de errar, que temos história na cultura carioca. E que movimentos que chegam a esta idade, sofrem mudanças geracionais, paradigmáticas, mas não acabam, são eternos. Como destaque, informo que o movimento Soul não conseguiu durar 10 anos. Começou em 1970 com Big Boy e outros, mas sucumbiu em 1979 com a força da Disco Music e seus "Johnns Travoltas".
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É uma banda dos Estados Unidos formada por cinco integrantes (atualmente G.C. Cameron, Joe Herndon, Ron Tyson, Terry Weeks e Otis Williams). Um de seus maiores sucessos é a canção "My girl", lançada em 1964, sendo um dos hits mais tocados em todo o mundo e trilha sonora de filmes.
Por mais de quarenta anos, The Tempatations têm prosperado e como uma máquina propulsora da música americana, o grupo tem feito sucesso ao longo dos anos com uma série de hits. The Temptations vendeu também performances e estilo por todo o mundo.
Uma música que marcou os bailes aqui no Rio de Janeiro
foi
“Treat Her Like a Lady”.
Como não poderia ser diferente ...
...Com Vocês...
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