Fabricando Sonhos

Tocando Idéias

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

BF - Super Maratona da Independência




SUPER MARATONA DA INDEPENDÊNCIA

“Madureira vai sacudir as cadeiras ao som de muita Black Music”

Espaço Cultural Casarão do Charme & Dolby Mix

06 de Setembro - Domingo - 19h (Véspera de Feriado)

Entrada Franca


Orlando DJ é um dos principais nomes do cenário da Black Music no Rio de Janeiro. Contabilizando 32 anos de experiência e mostrando-se totalmente integrado com as diversas vertentes da música negra presentes em seus sets, Orlando DJ já mostrava talento nas festinhas de amigos na qual já comandava. Hoje, atuando em diversos eventos do cenário carioca e Fluminense, Orlando DJ leva às pistas o melhor do R&B, Classic`s Soul, Hip Hop, Flash-Back, Mid-Back, Disco e foi com esse passeio musical que Orlando DJ se consagrou perante seu público.

Suas experiências profissionais não se resumem somente nas carrapetas, vão desde participações em programas de rádio e tv, até apresentações em casas de espetáculo de médio e grande porte.


Tv Corcovado: Programa Som na Caixa.


Casas Noturnas: Disco Voador de Marechal Hermes com a Equipe Casino Disco Club; Clube Tamoio de São Gonçalo; Irajá Atlético Clube; Equipe Jet Black; Asa Branca; Scala; Boate Circus - São Conrado; Bola Preta; Consulado da Cerveja-SP(participação especial); Baile Charme Coquetel – Volta Redonda.


Rádios: Rádio Imprensa FM, Manchete FM, Transamérica FM e Rádio Mania FM.


Orlando DJ estréia como convidado especial no Espaço Cultural Casarão do Charme & Dolby Mix, na “Super Maratona da Independência”. O evento costuma reunir cerca de 1000 pessoas todos os domingos ao som de muita black music.



Evento: Super Maratona da Independência


Dia: 06 de setembro – Domingo (Véspera do feriado da Independência)
End.
Estrada do Portela, 391 - Madureira - RJ - Próximo à antiga Quadra da Portelinha.
Início: 19h


Classificação Etária: 18 anos
Entrada Franca

BF - Hanna Lima - Revista Raça


A nova safra da Black Music
A música negra ganhou o mundo, algumas variações e muitos ídolos. Por aqui não foi diferente e, agora, uma nova geração de artistas brasileiros invade a mídia para mostrar o valor de um dos ritmos musicais mais admirados e lucrativos do mundo

por Alexandre de Maio

A black music começou a se destacar nas rádios na década de 1960 e logo ficou conhecida como Soul (alma), tamanha a intensidade com que as canções - de origem religiosa - eram expressas pela voz e pela dança. Com o passar dos anos, ganhou variações - funk, rhythm & blues, flash-back, charm e rap - e nomes como James Brown, Ray Charles, The Temptations, The Supremes, Aretha Franklin, The Jacksons Five e Marvin Gaye foram responsáveis pela difusão da Black Music.

Sucesso fonográfico, atualmente domina as vendas, a programação da MTV e as baladas em todos os cantos do mundo. O Brasil também produziu os seus ídolos. Tim Maia, Gerson King Combo, Jorge Ben Jor, Sandra de Sá, Tony Tornado e Jair Rodrigues transformaram o País em um grande celeiro da mais fina música negra, que se renova com o tempo, com propostas e posturas diferentes. Confira:

Hannah Lima
Belo visual, voz forte e discurso poderoso

A extrema beleza da cantora carioca não ofusca o seu talento e suas letras que, mescladas ao hip hop, trazem musicalidade e consciência, diversão e informação. Hannah, que diz se identificar com alicia Keys e ser grande admiradora de ícones como aretha Franklin e missy elliot, passando por Sandra de Sá e alcione, concorre este ano como melhor artista Solo Feminino no Prêmio HUTUZ, no rio de Janeiro.

Sua sensualidade natural passa longe de seu principal objetivo: a qualidade. nas ruas com o Cd Neguinha e com o som Essa é pra dançar - já bastante executado pelos dJs - Hannah começa a enxergar como o mercado funciona. "aqui os artistas de soul music e R&B são enquadrados nas categorias mPB e pop. isso é uma forma de afunilamento. nunca concorremos entre nós e não há pior forma de preconceito ou de se tentar excluir uma cultura do que a negação de seu nome, estilo ou raça", desabafa.

Questionada sobre o título do Cd, ela volta às origens, que sempre faz questão de preservar. "a minha intenção com o título Neguinha é de autovalorização dos meus antepassados e de algo que eu sou e que o negro sempre foi: ou desvalorizado ou questionado", explica.

Soul da rua
Dominando as pistas

O coletivo formado por D'max, Sequelle e Diamante vem produzindo músicas, artistas, baladas e colocando fogo nas pistas. O maior sucesso é Hey Girl, que tomou conta das casas noturnas e faz sucesso também na internet. David (D'max) começou em corais gospel e se tornou produtor musical. Leandro (Sequelle) é compositor, Mc e percussionista com uma trajetória por projetos de hip hop, música eletrônica - discotecagem - bandas de MPB, reggae e ritmos regionais brasileiros (percussão). Edgar (Diamante) se destacou pela dança com o seu grupo 7black.

Esse time da nova geração da black music nos ensina que hoje, para se alcançar um bom resultado, o trabalho do músico vai muito além do estúdio. "Não existe fórmula, mas ingredientes fundamentais como dedicação, amor, qualidade na produção, gravação e composição, correria em estar nos lugares, conhecer pessoas e muita paciência, que é o elemento mais difícil e importante", revela Sequelle. Vinda da periferia de São Paulo, a trupe faz sucesso em bairros nobres da capital paulista, como a Vila Olímpia.

O segredo? "Nós organizamos e formamos uma estrutura laboral similar ao funcionamento de uma empresa. Acreditamos que isso colabora na profissionalização do hip hop", analisa Leandro. Sempre antenados com as tendências, D'max comenta que a mistura de hip hop com house e rock são as novas vertentes da pista. Além da música, o coletivo Soul da Rua se preocupa muito com a dança, como revela Diamante. "Usher, Omarion, Chris Brown, a dança completa a música e a junção dos dois dá o resultado perfeito". Acesse: www.myspace.com/souldarua

Wesley Nóog


Samba-soul brasileiro: um estilo original

Uma das variantes da black music, o samba-soul, tem em Wesley Nóog um dos seus principais representantes. Com uma voz marcante e letras sofisticadas, ele alia sua musicalidade à parceria com movimentos populares fortes como a Cooperifa. Agora, com o disco Mameluco Afro Brasileiro, Wesley brinca com essa necessidade do ser humano de querer classificar tudo.

Filho de funcionários públicos, Ocimar Wesley Nogueira estudou Teologia e Música. Cresceu ouvindo os criadores do samba-soul como Tim Maia, Jorge Ben Jor, Cassiano, Carlos Dafé e Hildon, que sincretizaram a nossa música com o soul americano de uma maneira inusitada e inovadora. Desta forma, ele entendeu a importância da black music. "A música criada pelos negros nos Estados Unidos, Brasil, Cuba e outros países nos últimos 60 anos é uma das coisas mais inusitadas da história do Homo sapiens, pois é fruto da dor e do sofrimento imposto pela casta capitalista.

É um remédio para todos os males que dá força para continuar a caminhada", analisa o cantor e compositor. Outro ponto que faz a diferença na formação de Wesley é a sua ligação com os movimentos populares. "Estar ligado a estas iniciativas permite que eu tenha uma visão mais clara da realidade como também ter ações transformadoras que são negadas pela educação 'oficial' e, acima de tudo, exercer a minha função na história como artista cidadão, aquele que vai onde o povo está". No site www.mudacultural.com.br é possível fazer o download completo do álbum do artista.

JF
Hip Hop estilo Pop

Jorge Fernandes, ou apenas JF, traz uma proposta de show com apresentação de dançarinas, B-boys e muita performance no palco. Frequentador dos bailes blacks, fez parte da Companhia de dança do balé Stagium, viajou bastante e atuou em comercias de TV. Há vários anos é membro da Cia. Sociedade Masculina de Dança Contemporânea de São Paulo.

"Meu objetivo é fazer uma mistura do hip hop com o pop totalmente dançante, com o tempero da música brasileira", explica Jorge, que passeia pelo rap e pelo samba-rock em seus shows, cantando e dançando em performances que não são para qualquer um. JF também atuou no teatro, no coro da peça O beijo da mulher-aranha, de Wolf Maia. Em suas turnês, viveu dois anos fazendo show em Osaka (Japão) e Europa.

E, agora, com essa experiência lança seu primeiro álbum, JF, Apenas Diferente, com temas de baladas, alegria, diversão e festa. E o sucesso já está a caminho, pois três músicas do álbum - Não Pare, Swing da Nega e Não dá Mais - já estão tocando em várias festas Brasil afora. Para conhecer mais sobre o artista acesse: www.jfapenasdiferente.com

D'Black
Uma estrela que nasce

Em pouco tempo, Vinicius Cardoso, de 24 anos, estourou nas paradas de sucesso. Sua pouca idade esconde um grande profissional que canta, compõe, dança e também atua. E com esse perfil moderno, D'Black concretizou um sonho que começou quando ainda era criança: fazer da música o seu trabalho. Estudante de canto e piano na Escola de Música Villa-Lobos, foi como profissional de dança de salão que ele descobriu uma forma de continuar pagando os seus estudos musicais, dando aulas de dança de salão para crianças e aulas particulares de canto em sua casa.

Seu primeiro CD foi lançado em 2005, mas não alcançou grande repercussão. Em 2008, a história foi outra. O novo trabalho, intitulado Sem Ar, emplacou hits por todo o País. A faixa que dá nome ao CD foi um grande sucesso na internet mesmo antes do lançamento e ficou em primeiro lugar como a mais ouvida no principal site de MP3 da rede. Com mais visibilidade, emplacou a música Mais e Mais Amor como tema da novela Luz do Sol e, mais tarde, mostrou seu talento como ator em Vidas Opostas - ambas novelas da Record - e no longa-metragem Maré, nossa história de amor?, de Lúcia Murat.

Carioca criado em Jacarepaguá, D'Black é um artista completo que nunca desviou de seu objetivo principal: a música. "Aproveitei todas as oportunidades e amigos que a vida me ofereceu e o resultado da minha persistência está se concretizando a cada momento", afirma.

http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/135/artigo149997-1.asp

terça-feira, 25 de agosto de 2009

BF - Carnaval 2010

Carnaval 2010

Prefeitura publica edital de licitação para Carnaval 2010

O edital de licitação para o Carnaval 2010, publicado nesta edição, cumpre a promessa do prefeito Eduardo Paes de garantir mais transparência à organização dos desfiles no Sambódromo. A empresa vencedora será responsável pelo planejamento do evento, preparação da Passarela do Samba e todas as atividades necessárias para a apresentação das escolas do grupo especial, dos grupos de acesso A e B, e das escolas mirins.

Caberá à vencedora da licitação toda a infraestrutura dos desfiles, o que inclui som, iluminação, limpeza, segurança, comércio e distribuição de comidas e bebidas, montagem de frisas, cadeiras e camarotes, além da venda de ingressos. O conteúdo do espetáculo continuará a cargo das escolas de samba. Para isso, a Riotur vai assinar um contrato com as escolas ou seus representantes legais.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

BF - Gentileza!!! Um Black Exemplo!!!


Gentileza Gera Gentileza Gentileza

Gera Gentileza é uma ação social, criada para espalhar as mensagens de amor e paz deixadas originalmente por José Datrino, o Profeta Gentileza. Resgatada por empresários cariocas, a iniciativa quer também trazer de volta valores esquecidos como a solidariedade e o respeito ao próximo, incentivando a adoção de pequenos atos de gentileza, ao alcance de todos nós. A idéia é que, estes pequenos atos, se praticados no dia a dia, por uma grande quantidade de pessoas, tenham um efeito multiplicador fantástico e possam melhorar a vida de todos nós.

Espalhe gentileza por onde você estiver!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

BF - E Vamos Começar 2ªFeira Assim!!!

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Heaven

Miles Jaye


By J.Prazeres

BF - Parabéns Max Peu!


Max Peu


Sábado, 15 de agosto, nosso querido Maxs Peu da lendária Soul Grand Prix completou mais um ano de vida. Agradeço o seu convite, caro Peu, mas por questões de saúde e familiar, não pude ir ao seu evento.

Não posso deixar de registrar o quanto o Peu tem expressiva participação na nossa estrada. É um profissional que deixou um legado de competência, cujos adjetivos existentes sempre são insuficentes para enfatizar o caráter do nosso mestre Maxs Peu.

Eu participei de muitos eventos na Soul Grand Prix, ao lado do Peu. Foi ele quem me proporcionou a entrada na equipe Soul Grand Prix, apresentando-me ao Nirto. Fizemos muitos bailes nesse Rio de Janeiro e, sem a menor margem de dúvida, posso afirmar que o Peu sempre foi um discotecário querido e admirado pelos fãs do verdadeiro funk carioca.

Dentre todos os eventos que eu participei, registro, aqui, um dos mais inesquecíveis na minha vida como dj, ao lado do Peu: Soul Grand Prix no Piabetá Tênis Clube, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.

Sinceramente, eu nunca vi uma recepção tão calorosa do público quando a Soul Grand Prix começou a tocar os primeiros acordes de BIG TIME FRESH. Foi uma explosão de emoção. O público cercava o Peu pedindo autógrafos, querendo dar um abraço no dj mais querido da Soul Grand Prix, numa total demonstração de afeto e carinho, jamais vista por mim em todo o cenário funk carioca.

É um carinha que tem história !

Peu, os meus sinceros parabéns por mais um ano de vida, com muita paz, saúde e felicidades!

BF - Pulo do Gato III - Por Marcell DJ


Pulo do Gato III


4- O exemplo dos eventos de pagode é bem significativo. Os pagodeiros têm um monte de eventos gratuitos, mas também têm eventos pagos e todos sobrevivem. O pulo do gato deles são as atrações. Em qualquer evento pago de pagode, tem sempre uma atração, às vezes de destaque, às vezes não. Tem sempre um convidado especial ou um artista que passou lá para dar um alô. Os freqüentadores percebem essas iniciativas e as recompensam com suas presenças na bilheteria. É assim que funciona. Talvez tenhamos que aprender a fazer produção analisando os eventos de pagode.

5- Nos últimos anos, por estar viajando a trabalho por várias capitais do Brasil, tenho tido a oportunidade de atestar, com os meus próprios olhos, como certos segmentos musicais têm conseguido se manter e até ganhar expressão nacional, mesmo quando as barreiras são grandes.


Um bom exemplo é o dos grupos de axé ou samba reggae de Salvador / BA. Os caras ganham dinheiro o ano todo agora, mas, antes dos anos 90, não eram nada. Eles sabiam que se não se unissem não teriam chance de romper a barreira forte da região sudeste em relação às músicas do Nordeste. O que fizeram? Os músicos, compositores, donos de trios elétricos e produtores se uniram de uma maneira que, até hoje, ainda praticam a estratégia que bolaram nos anos 90. Os baianos não só se convidam para os shows e apresentações, como cantam as músicas uns dos outros, sem maior constrangimento. É tudo combinado. E foi assim que Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Chiclete com Banana e outros invadiram o sudeste e estão aí com agenda cheia e vendendo CDs direto.


No Recife / PE a rapaziada do mangue beat é toda unida, uns falam bem dos outros nas entrevistas. O pessoal do Hip Hop em SP também se respeita. Quando o Mano Brown dos Racionais MCs decide reunir todo mundo para dar um puxão de orelha na galera, todo mundo ouve o cara numa boa.

Outro exemplo de união bastante próximo é o caso do surgimento do pagode de raiz no Cacique de Ramos no RJ, que foi o grande celeiro do Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto etc.


Enfim, o que estou querendo dizer, é que todos têm uma estratégia para se manter e dar visibilidade nos seus trabalhos.


Outra coisa, todos os exemplos citados acima têm o consenso: o foco é no artista nacional e não no “gringo”. Para não ficar somente com casos brasileiros, destaco aqui, uma experiência que pouca gente conhece: você sabia que o famoso grupo de Roots abria as portas em suas apresentações em Nova York, para as “canjas de iniciantes” como Jill Scott, Erykah Badu, Common, Mos Def, Talib Kweli e outros. Essa turma ficou conhecida como a galera do “New Soul” pela característica da sonoridade e, atualmente, vende milhares de discos em todo mundo. Tudo isso só ocorreu porque tava todo mundo envolvido no mesmo projeto.


6- Outro grande problema é o fato dos bailes de Charme carioca engatinharem em relação ao chamado “Charme nacional”. Mesmo sendo pouco executados nos eventos, já provaram que se o DJ tiver a habilidade de tocar na hora certa, as músicas acontecem e o público aplaude. A galera tem que entender que precisamos criar ídolos, que não são os DJs, são os artistas.

Imaginemos uma situação em que, por um acaso, a produção do Faustão da Tv Globo procurasse algum DJ de Charme para que sugerisse 10 nomes de artistas brasileiros do segmento bem executados nos bailes, que pudesse selecionar para uma apresentação no programa em horário nobre. Com certeza, atualmente só surgiria, e com muita dificuldade, o nome do grupo Dughettu.


Com essa coisa de privilegiar o som dos gringos, a rapaziada só lembra do Ne-Yo, Beyoncé, Chris Brown etc. Só que a mídia brasileira está querendo artista daqui, com cara do Brasil. Não dá para trazer o Ne-Yo toda semana no Brasil para fazer show, é economicamente inviável, mas com o Alexandre Lucas, o Abdulah, o Dughettu, a Banda Black Rio e outros, é possível.


Conclusão: atualmente, o Charme carioca não tem ídolos e isso é muito ruim. E o pior disso tudo é que os DJs, na sua grande maioria, sequer sentem falta disso. Talvez achem que os ídolos são eles. A dica está aí, a galera tem que tocar mais Charme nacional para superar o espírito de colonizado.


“MARCELL DJ”
Marcelo Barbosa Santos*
*DJ de R&B desde 1989, produziu 2 Fóruns de DJs de Black Music no RJ. Historiador/UFF. MBA em Marketing Empresarial/UFF. Mestrando em Educação pela UERJ.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

BF - Pulo do Gato II - Por Marcell Dj



O Pulo do Gato II

A questão central de todo esse problema é: o Charme como movimento cultural pode ser aproveitado como oportunidade de negócio? Como fazer isso? Ou seja, como os próprios charmeiros podem ganhar dinheiro com a cultura que produzem?

Não tenho as respostas prontas, mas posso indicar algumas idéias que podem colaborar com o debate:

1- Os produtores de eventos pagos devem reconhecer que têm de mudar, devem estar aberto às novidades, ao inédito. Devem apresentar algo novo para mudar as coisas.

2- Devemos observar as festas e eventos de R&B no estrangeiro, principalmente na Inglaterra que, por sinal, tem uma influência muito grande na sonoridade do Charme carioca. As festas destes lugares, com muita freqüência, oferecem o palco para os artistas de R&B locais. É comum, nestes eventos, sempre uma “Jam Session" dos artistas locais. Aqui no RJ a gente, praticamente, não usa essa tática nos eventos de Charme, infelizmente.


Ainda há uma distância muito grande entre os DJs e produtores e os artistas de R&B brasileiros. Os DJs, com sua arrogância misturada com ignorância, se acham mais importantes que os artistas. É lastimável. E os produtores de Charme, por também serem, em sua maioria, DJs, acirram a distância. É uma burrice só. Acho, sinceramente, que temos que superar isto e aproveitar este momento de "crise" apresentando idéias novas.


3
- Por que não chamar alguns artistas cariocas para uma “Jam session" com duas ou três músicas. Reservar um trocado da bilheteria, R$100,00, por exemplo, para apoiar os artistas seria ótimo. Tenho certeza que gente como Alexandre Lucas, Edmon, o pessoal do Dughettu, Abdulah, e outros topariam na certa. Os produtores DJ`s de bailes têm que botar na cabeça que, ao oferecer o palco para um artista, não é só o artista que ganha, mas sim, a produção do evento, que vai oferecer alguma coisa nova para o seu público e estará dinamizando o movimento Charme.


“MARCELL DJ”

Marcelo Barbosa Santos*

*DJ de R&B desde 1989, produziu 2 Fóruns de DJs de Black Music no RJ.
*Historiador/UFF. MBA em Marketing Empresarial/UFF. Mestrando em Educação pela UERJ.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BF - A União Faz a Força



Pólos Gastronômicos

Secretário de Governo da Prefeitura do Rio, João Pedro oficializou, por meio de decreto, os Pólos Gastronômicos da Cidade. São eles: General Osório, Tijuca, Botafogo, Ribeira, Barra de Guaratiba, Santa Teresa, Rio Antigo e Praça XV. Além disso, João Pedro autorizou a ampliação de mesas e cadeiras e implementou melhorias nas calçadas e na iluminação das ruas. Com isso, a população reconquistou o espaço público e ganhou mais entretenimento e lazer no dia-a-dia!
Pólos Gastronômicos - uma iniciativa de empresários com o apoio de João Pedro que deu certo!





Cidade do Samba

João Pedro foi um dos grandes responsáveis pela concretização da Cidade do Samba que é, ao mesmo tempo, um museu a céu aberto, fonte geradora de renda e empregos e uma atração turística de grande potencial. Além disso, João Pedro sempre esteve presente aos eventos e atividades relacionadas com o ‘Mundo do Samba’, atendendo às reivindicações das Escolas e incentivando as ações ligadas ao Carnaval, um dos maiores espetáculos da Terra.

BF - De um Pólo ao Outro




É quase um clichê dizer que o Rio é uma cidade turística e que temos que adotar políticas para agregar mais qualidade ao ambiente urbano e dar ao turista, ao visitante e aos cariocas melhores condições de uso à cidade. A estratégia de modificar a relação entre o setor público e o privado gerou, em pouco tempo, bons frutos que hoje já se podem comemorar. Refiro-me ao Programa de Incentivo e Criação dos Pólos Temáticos.

Os Pólos abrangem hoje mais de 630 bares, restaurantes, casas noturnas, lojas de automóveis, confecções de moda e centros culturais em diversas regiões da cidade: Botafogo, Lapa, Ipanema, Tijuca, Barra de Guaratiba, Praça XV, Santa Teresa, Ilha do Governador, Centro, entre outros. E, apesar de serem muitas vezes concorrentes, a imagem que temos é que todos os estabelecimentos pertencem fundamentalmente a um mesmo "negócio". Ao perceberem um interesse comum, eles se organizam e elaboram, por exemplo, estratégias de marketing, compras, estacionamento de veículos, vendas e promoções. E todos saem lucrando.

É fundamental ressaltar que o surgimento dos Pólos garantiu a devolução dos espaços públicos à população, como é o caso da Praça General Osório, alvo de constantes reclamações dos moradores locais. Os estabelecimentos da região passaram a oferecer cardápios exclusivos, além de ampliar a segurança e garantir a tranqüilidade dos moradores e clientes. A sensação foi de reconquista de um espaço que, agora, volta a fazer parte do dia-a-dia dessas pessoas. Hoje, iniciativas como o plantio de mudas e o trato das árvores, como feito recentemente em Ipanema, além de tantas outras providências, refletem o sucesso do Pólo.

Outro destaque é o Intendente Auto-Shopping, que possui 132 lojas de automóveis, na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho. As concessionárias encontravam dificuldades em divulgar e apresentar seus veículos. Com o apoio do poder público, os empresários realizaram melhorias na estrada, investiram em anúncios na grande mídia e contribuíram para a manutenção do emprego de cerca de dois mil profissionais locais. A conseqüência foi um aumento nas vendas e a integração dos comerciantes, a par do conforto para os consumidores.

É evidente que propostas como essa, são e devem ser bem vistas pela população e pela cidade, pois geram empregos, revitalizam a área, além de ampliar a segurança e valorizar os imóveis da região. O sucesso dos Pólos deixa claro que existe um caminho simples e sem grandes investimentos para o avanço do desenvolvimento econômico das Cidades; através da convergência dos agentes locais em parceria com o poder público. Uma parceria que já deu certo e vai continuar beneficiando cariocas e turistas, além de reforçar ainda mais a imagem do Rio como uma cidade hospitaleira, com uma cultura rica e variada. E principalmente, capaz de oferecer um atendimento com excelência de qualidade.

Por João Pedro Figueira

BF - Pulo do Gato - Por Marcell DJ



Pulo do Gato
Possíveis Alternativas - Música Nacional


Como afirmei no início do artigo, não concordo com a hipótese, de que é a cultura oriunda dos eventos ou "Happy Hours" de graça que estão proporcionando o fim dos bailes pagos. Por quê?
Entendo que essa tese isenta os produtores de bailes pagos da sua incompetência de seduzirem o público charmeiro para pagar os seus eventos. Isso é um erro grave, pois coloca a culpa no público, e mais, dependendo de quem emite essa opinião, desvaloriza o charmeiro não só internamente entre a comunidade, mas também para os possíveis patrocinadores externos.


É evidente que nenhum dono de empresa vai atrelar os seus produtos a um público que assimilou uma cultura de não querer pagar uma portaria. Só doido faria uma maluquice dessas. Botar a culpa no público nunca é bom. Os produtores de eventos têm que ter a humildade de reconhecer que erraram aqui ou ali, têm que fazer uma avaliação de seu serviço para ver se está ou não atendendo competentemente à demanda de seu público.

Imaginemos a seguinte situação. Uma grande empresa estrangeira quer lançar um produto no Brasil, um carro, por exemplo. A empresa investe dinheiro em marketing, publicidade em tv, rádio, monta equipes de venda etc. Tudo para lançar o carro no Brasil. Tudo custou milhões. De repente, seus diretores percebem que as vendas do carro são um total fracasso. Pode ter certeza que a tal empresa jamais vai botar a culpa no consumidor brasileiro, pois tem consciência que, se assim o fizer, não volta mais ao Brasil, ficará queimada no mercado.

A questão central de todo esse problema é:
o Charme como movimento cultural pode ser aproveitado como oportunidade de negócio? Como fazer isso? Ou seja, como os próprios charmeiros podem ganhar dinheiro com a cultura que produzem?


“MARCELL DJ”

Marcelo Barbosa Santos*

*DJ de R&B desde 1989, produziu 2 Fóruns de DJs de Black Music no RJ.
*Historiador/UFF. MBA em Marketing Empresarial/UFF. Mestrando em Educação pela UERJ.

Confira o link e ouça o set de R&B Nacional.

Mixagens Gaba DJ.

http://www.4shared.com/file/124498673/f404247a/GABA_SET_MIX_VOL_5__100_RB_NACIONAL_.html

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

BF - Mais um No "Garagem do Faustão"

Alexander


Em 1997, junto com amigos, Alexander decide montar sua primeira banda de pop e black music, apoiado pelo seu irmão também músico, inicia diversas apresentações em bares, restaurante e festas particulares em todo rio e interior.


Nos anos seguinte, Alexander decide dividir seu tempo da música com a realização da promessa que fizera ao seu pai, e inicia o curso de engenharia civil, e lá, mais uma vez a manifestação pela arte lhe proporcionou grandes apresentações em festa e bailes de formatura.


Hoje aos 31 anos, formado, e se pós graduando, Alexander entra em estúdio para a gravação do seu primeiro cd solo, um projeto 90% autoral e 10% de novos compositores.


Sua música de trabalho é “Outra Chance” e a mesma concorre no "Garagem do Faustão".


Confira!

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J.Prazeres

BF - Pílulas - Patrocinadores - Por Marcell DJ



Patrocinadores


Está aí uma dimensão que é pouco explorada pelos charmeiros no RJ, o patrocínio. Por muito tempo, os bailes de charme tiveram sustentação própria, ou seja, nunca tiveram patrocinadores. Gravadoras e lojistas, nunca estiveram muito próximos dos eventos.

A culpa disto está dos dois lados, tanto dos produtores dos eventos como das empresas. Por parte dos produtores, a causa está na inexperiência no ramo de marketing. E reconhecemos que isso não é fácil, demanda tempo para fazer contatos e alguém que domine o assunto. Do lado da empresas, impera até hoje o racismo dos responsáveis das ações de marketing das empresas. Os gerentes de marketing não querem de forma nenhuma, atrelar os seus produtos às pessoas negras. Essa é ainda uma realidade dominante, mas que, aos poucos, tem mudado.

Qual é a mudança? Recentemente estão surgindo algumas iniciativas que são bastante interessantes. É a criação de pequenas marcas e lojas na linha de sport wear que, para atingir o seu público alvo, estão apoiando os eventos de Charme. Esse fenômeno também tem acontecido com os cabeleireiros afro que, pelos mesmos motivos estratégicos dos lojistas de sport wear, estão se aproximando do movimento Charme carioca.

Vejo esse fenômeno chegando tarde no Rio de Janeiro, pois tanto em São Paulo, como em Minas Gerais, Rio Grande Sul e Brasília isso já ocorre há muito tempo. As empresas que têm produtos ou serviços voltados para a população negra patrocinam bastante os eventos blacks nesses Estados.

Outro aspecto interessante desse tipo de patrocínio, e que o Hip Hop de São Paulo aproveita muito bem, é o fato de que o dinheiro investido nos patrocínios circula na própria comunidade negra. A empresa apóia ou mesmo banca parte dos eventos, os freqüentadores das festas assimilam a propaganda, vão às lojas e adquirem o serviço ou o produto. O círculo fecha e todos ganham: as empresas, os produtores das festas e o público. Esse é o futuro.

“MARCELL DJ”

Marcelo Barbosa Santos*

*DJ de R&B desde 1989, produziu 2 Fóruns de DJs de Black Music no RJ.

Historiador/UFF. MBA em Marketing Empresarial/UFF. Mestrando em Educação pela UERJ.

BF - D`Negro - A Loja



Olá Galera!!!

Foi inaugurado nesta sexta-feira - 31 de julho de 2009 - a loja da D`Negro. Ela fica coladinha com a quadra do Portelão.

Aconchegante, um design bem criativo e para completar, você é atendido com aquele sorriso maravilhoso que só o Robinho tem.

A loja da D`Negro fica na Rua Clara Nunes, 61 - Madureira/RJ - ao lado do Portelão. Funcionando de segunda à sábado no horário comercial. Tel: 21.2452-2349


Sorte e Sucesso Sempre.

J.Prazeres