Os idealizadores do projeto Cultne, Filó Filho e Vik Birkbeck falam sobre o projeto que começou no início da década de 80. Produtores atentos à toda esta movimentação e capacitados para registrar essa efervescência: Ras Adauto e Vik Birkbeck fundaram a Enúgbarijo Comunicações, que levou o nome do exú messageiro, a Boca Coletiva. Filó Filho e Carlos Alberto Medeiros fundaram a Cor da Pele Produções, além do conceito Griot, via Quilombo Eletrônico. Com o advento das primeiras câmeras de vídeo portáteis e independentes, percorreram toda cidade do Rio de Janeiro, onde eram facilmente avistados pelas ruas, morros, avenidas, salões, além de passarem pelo Clube Palmares de Volta Redonda e filmarem os agitos nas cidades de Juiz de Fora, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo. O resultado é um gigantesco acervo de material em vídeo.
Hoje, com a revolução digital surge a oportunidade de disponibilizar todo este registro ao grande público, contribuindo de maneira efetiva para a interatividade com as gerações atuais e vindouras, sintetizando uma parte da história brasileira, que até pouco tempo era escamoteada ou ignorada por grande parte da sociedade brasileira. Atualmente, é possível gravar a história, editar rapidamente o conteúdo, jogar na rede e propagar a mensagem para todos. Como dizia o Ministro das Comunicações dos Panteras Negras: "A informação é disseminadora".
Pois bem, estamos na era da disseminação de conteúdos digitalizados, esse projeto está em sintonia com seu tempo. Agora, um rico universo de formas está disponibilizado via internet, ao alcance de apenas alguns cliques, disponível para estudos, pesquisas, jornalismo, releituras e remontagens.
Daqui em diante, além dos arquivos históricos, o site do CULTNE hospedará novas e incessantes produções em vídeo da cultura negra brasileira. Se você possui algum material sobre o tema, em formato digital ou analógico, acesse o site, cadastre-se e ajude a aumentar o nosso acervo. Vamos contribuir para que nada mais se perca ou seja esquecido na história. Na herança africana brasileira, passado, presente e futuro são os elos que nos ligam. Esperamos que todos desfrutem desse conteúdo, interajam com o site e que a cultura brasileira saia ganhando.
O primeiro video chama LIAMBA BLACK SAMBA NZAMBI. É um clipe de imagens e sons que mostra a presença negra maçiça no Rio de Janeiro sobretudo nas ruas, nas passeatas, nas manifestações religiosas diversas, cantando, se manifestando, muitas vezes desamparada, mas sempre presente, sempre forte e vibrante. Essa coletânea de imagens e sons foi captada pelas câmeras de Vik e Adauto em várias espaços e durante vários anos. Tem desde a Portela no apoteose no primeiro ano do sambódromo, a procissão de São Jorge pelas ruas do centro da cidade, o presente de Iemanjá dos Filhos de Gandhi do Rio, a Lélia Gonzales e o Abdias de Nascimento falando na manifestação do movimento negro na Avenida Rio Branco, imagens do alto do Morro de Andaraí, uma familia desamparada vivendo no Largo da Carioca, o berimbau de Naná Vasconceles, a banda da Igreja de São Jorge enfim o povo negro carioca visto por todos os lados. Câmera e Edição Vik e Adauto.
Kleeer foi uma banda de funk Nova Iorquina que teve uma seqüência de hits R & B em Atlantic Records durante o final de ’70 ‘s e início ’80′ s. Originalmente, eles se chamavam Pipeline, mas mudou seu nome para o Jam em meados dos anos 70′s.
Antes de ser Pipeline, Kleeer trabalhou como um grupo de apoio para a banda The Four Choice.
Em 1977, eles foram forçados a mudar de nome novamente (como a onda britânica nova banda Mod, o Jam, tornou-se popular).
Seu novo nome, em seguida, tornou-se a Universal Robot Band.Em 1979, eles assinaram com a Atlantic Records, e no momento em que lançou seu primeiro álbum, intitulado «I Love To Dance”, que havia mudado seu nome para Kleeer.
” Winners ” seguiu em 1979 e contou com a popular ” Open Your Mind “. Eles acrescentaram os serviços de David Frank (da banda The System) e os talentos vocais dos Isabelle Coles, Melanie Moore e Yvette Flores, embelezando a sua line-up.
Para os próximos seis anos, eles tiveram uma seqüência regular de R & B menor hits.
1981 assistiu ao lançamento de “License To Dream”, que contou com a diatribe anti Irã ‘Get Tough, que falou em protesto contra a detenção de reféns E.U. naquele país.
‘Get Ready’ foi, oferecendo talvez os grupos mais bem sucedidos no mesmo ano, no entanto “Taste The Music” foi um retorno real para formar, em 1982, reforçando a reputação grupos.
Talvez oferecendo mais consistente do grupo foi o álbum ” Intimate Connection “, que, além da faixa-título, destaque as canções “You Did It Again”, “Go For It” e “The Next Time It’s For Real”.
Em 1985, o grupo liberou um conjunto final, intitulada “Seeekret”, contendo o popular ‘Take Your Heart Away “,” Lay Down EZ Ya’ e ‘Never Cry Again’.
Estes dois últimos conjuntos de tarefas de produção caracterizado por Eumir Deodato.
Kleeer silenciosamente desapareceu dos holofotes após a liberação. Em 1998, a Rhino Records lançou “The Very Best of Kleeer”, que marcou a primeira vez que o grupo tinha um álbum disponível em CD.
Em 1990, reformada, momentaneamente, para as doze polegadas ‘Delicious’, e lançou os doze, “Ooh With You ‘.
Integrantes:Jerry Bell, McClain Marlon, Bobby Harris, Raymond Calhoun
Ex-integrantes:Sonny “Skip” Martin, Mike Calhoun, Steve Cox, Eric Fearman, Keith Harrison, Kendrick Kevin, McClain Marlon, Pettus Kenny, Stanton Terry, Michael Wiley, Wiley Isaac Jr.
A Band Dazz é uma banda de funk que era mais popular no início de 1980. Canções do grupo, de maior sucesso incluem o ganhador do Grammy “Let It Whip” (1982), “Joystick” (1983) e “Let It All Blow” (1984). O nome da banda é uma junção da descrição do “jazz dançável”.
1980 Invitation to Love 1981 Let the Music Play 1982 Keep It Live 1983 Joystick 1983 On the One 1984 Jukebox 1984 Greatest Hits 1985 Hot Spot 1986 Wild & Free 1988 Rock the Room 1996 Under the Streetlights 1997 Double Exposure 1998 Here We Go Again 2001 Time Traveler
O movimento charme teve os seus priomórdios no Renascença Clube nos anos 80. A festa Cor da Pele foi um dos marcos do movimento que uniu a juventude elegante carioca através da música black.
A Festa Cor da Pele foi lançada em 1987 com muito sucesso no Renascença Clube. As festas apresentaram várias vertentes musicais, entre os destaques, o samba, o jongo, o soul, o Hip Hop e o Charme. Sob o comando de Dom Filó, o seu criador, artistas e personalidades como Martinho da Vila, Altair Veloso, Ed Motta, DJ Marlboro, Walter Clarck, Nelson Motta, DJ Neném, DJ Corello e inúmeros dançarinos prestiigiaram o evento.
O Renascença Clube sempre foi o palco das transformações da sociedade negra carioca, chegando a ter visibilidade internacional sendo matéria no jornal americano New York Times. Um dos eventos marcante foi o primeiro Festival de Fundo de Quintal em 1985, que revelou grandes artitas do mundo do samba como Bruno Maia, Marquinhos Sathan, Só Preto Sem Preconceito, entre outros.
O Renascença Clube, atualmente, localizado no bairro do Andaraí, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no período de sua inauguração, situava-se na rua Pedro de Carvalho, no bairro do Méier. Esta agremiação foi fundada em 17 de fevereiro de 1951, por um grupo de negros pertencentes à classe média. O motivo principal para tal iniciativa se deveu à discriminação imposta pelos demais clubes renomados da urbe carioca. Neste contexto, o segmento em foco decidiu criar um espaço social próprio, tendo em vista que, em vários clubes do Rio de Janeiro havia rejeição e veto aos mesmos como associados.
Sua história e relevância irradiaram-se principalmente durante os concursos de beleza, notadamente, nos anos sessenta, com imensa repercussão para o Clube e prossegue, nos dias de hoje, com o evento propagado pela mídia como o “Samba do Trabalhador”, ocorrendo às segundas-feiras tendo como um dos seus maiores incentivadores o compositor Moacyr Luz (parceiro constante do letrista Aldir Blanc).
No decorrer do tempo, novas diretorias marcaram diversas transformações na ideologia inicial do clube, a qual não vetava mais a presença e freqüência de negros de outras classes sociais ou não-negros, não sendo mais segregada ou segregando a outrem. Os anos setenta são determinantes para os novos rumos do “Rena”. Este período é marcado pela execução de diversas atividades culturais, com o direcionamento ideológico dos associados voltado ao Movimento Negro, projeto este o qual pretendia propagar e reafirmar os valores e a cultura negra principalmente aos pertencentes à mesma. Dessa maneira, foram organizadas rodas de samba, as quais inovaram os eventos musicais, pois passaram a ocorrer com freqüência, partindo do princípio que, na cidade, as escolas de samba as promoviam entre agosto e março. Da mesma forma, os bailes de black music com a promoção da “Noite do Shaft”, evento inspirado em um seriado norte-americano cuja personagem principal era um policial negro durante três anos ocorreu ininterruptamente todos os domingos. E, além das festas, neste período o clube promovia reuniões semanais de discussão em torno de filmes, de shows e campanhas educativas sobre saúde, entre outros eventos, com o propósito de atrair principalmente os jovens. (Aimée Luana Rissi Paixão- Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ - Departamento de Geografia - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura/NEPEC).
Festa Cor da Pele no Renascença Clube com o show de Sandra de Sá. O tema foi a soul music e a trajetória da equipe Soul Grand Prix que nasceu no clube situado no bairro do Andaraí, no Rio de Janeiro.
A Festa Cor da Pele foi lançada em 1986 com muito sucesso no Renascença Clube. As festas apresentaram várias vertentes musicais, entre os destaques, o samba, o jongo, o Hip Hop e o Charme. Sob o comando de Dom Filó, o seu criador. Artistas e personalidades como Sandra de Sá, Martinho da Vila, Altair Veloso, Ed Motta, DJ Marlboro, Walter Clarck, Nelson Motta, DJ Neném, DJ Corello e inúmeros dançarinos prestiigiaram o evento.
O Renascença Clube sempre foi o palco das transformações da sociedade negra carioca, chegando a ter visibilidade internacional sendo matéria no jornal americano New York Times. Um dos eventos marcante foi o primeiro Festival de Fundo de Quintal em 1985, que revelou grandes artitas do mundo do samba como Bruno Maia, Marquinhos Sathan, Só Preto Sem Preconceito, entre outros.
O Renascença Clube, atualmente, localizado no bairro do Andaraí, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no período de sua inauguração, situava-se na rua Pedro de Carvalho, no bairro do Méier. Esta agremiação foi fundada em 17 de fevereiro de 1951, por um grupo de negros pertencentes à classe média. O motivo principal para tal iniciativa se deveu à discriminação imposta pelos demais clubes renomados da urbe carioca. Neste contexto, o segmento em foco decidiu criar um espaço social próprio, tendo em vista que, em vários clubes do Rio de Janeiro havia rejeição e veto aos mesmos como associados.
Sua história e relevância irradiaram-se principalmente durante os concursos de beleza, notadamente, nos anos sessenta, com imensa repercussão para o Clube e prossegue, nos dias de hoje, com o evento propagado pela mídia como o “Samba do Trabalhador”, ocorrendo às segundas-feiras tendo como um dos seus maiores incentivadores o compositor Moacyr Luz (parceiro constante do letrista Aldir Blanc).
No decorrer do tempo, novas diretorias marcaram diversas transformações na ideologia inicial do clube, a qual não vetava mais a presença e freqüência de negros de outras classes sociais ou não-negros, não sendo mais segregada ou segregando a outrem. Os anos setenta são determinantes para os novos rumos do “Rena”. Este período é marcado pela execução de diversas atividades culturais, com o direcionamento ideológico dos associados voltado ao Movimento Negro, projeto este o qual pretendia propagar e reafirmar os valores e a cultura negra principalmente aos pertencentes à mesma. Dessa maneira, foram organizadas rodas de samba, as quais inovaram os eventos musicais, pois passaram a ocorrer com freqüência, partindo do princípio que, na cidade, as escolas de samba as promoviam entre agosto e março. Da mesma forma, os bailes de black music com a promoção da “Noite do Shaft”, evento inspirado em um seriado norte-americano cuja personagem principal era um policial negro durante três anos ocorreu ininterruptamente todos os domingos. E, além das festas, neste período o clube promovia reuniões semanais de discussão em torno de filmes, de shows e campanhas educativas sobre saúde, entre outros eventos, com o propósito de atrair principalmente os jovens. (Aimée Luana Rissi Paixão- Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ - Departamento de Geografia - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura/NEPEC)