Fabricando Sonhos

Tocando Idéias

domingo, 23 de janeiro de 2011

BF - A Primeira Vez A Gente Nunca Esquece


A Primeira Vez A Gente Nunca Esquece

Sei que usei uma frase clichê para dar o título ao texto, mas não vejo outra forma de expressar o que senti quando fui ao meu primeiro baile de charme. Antes de frequentar os bailes de charme, eu ia muito aos bailes de “Funk Classics” ou balanço, como eram denominados aqui no Rio no início dos anos 80. Foi como se eu estivesse entrando num sonho e que até hoje não sai. Não sai do sonho porque neste exato momento, ao escrever esse texto, estou ouvindo nada mais nada menos que “Discover” com David Joseph. Nooossaaaa!!! Só de pensar me arrepio.

Os salões do Cessp-Rio no centro do Rio de Janeiro, Mackenzie no Méier, Cine Show e o Portelão - ambos em Madureira, Vera Cruz no baixo Abolição, Bola Preta na Cinelândia, em pleno centro da cidade, Disco Voador em Marechal Hermes... Enfim... Vinham abaixo ou como costumávamos dizer:

- Queeeebra tuuuddooo DJ!

Os passos marcados no salão, as roupas vincadas, os sapatos no trato, pretas belíssimas, os pretos cheirosos e a gentileza ao chamar a dama para dançar, não tinham igual.

Passado os anos, participando ativamente do movimento charme, me sinto triste ao ver a queda de público dos grandes bailes, que na verdade hoje não existem mais. Não existe mais um evento black que seja referência no segmento, o que acontece por aqui são festas isoladas onde comida e bebida são liberadas ou então os “Happy Hours” nos bares, nas ruas ou nas esquinas da vida.

Na boa, sinto uma tristeza ao ver o cenário atual. Não sei o que aconteceu com a criatividade para divulgar os eventos, pois é sempre o mesmo texto nas filipetas distribuídas.

“Festa XYZ”

Apresenta

A Festa do Rola Tudo Com Comida e Bebida Liberada

Nada contra esses eventos, mas a sensação que tenho é que o público que participa desse tipo de reunião, frequenta somente para comer, beber e não para celebrar a música ali tocada, fazer contatos profissionais ou simplesmente rever os amigos.

A falta de qualidade nesses eventos isolados, o descaso com o público, a falta de criatividade na divulgação, a falta de sensibilidade de alguns DJ`s em suas sequências com músicas repetidas e principalmente a falta de profissionalismo de uma boa parte dos organizadores fazem o segmento estagnar. Com essa estagnação, acontece o esvaziamento de bailes que ainda resistem ao modismo como é o caso do Viaduto de Madureira, o único que ainda é referência nos dias de hoje.

Por que não dão continuidade aos eventos já existentes? Por que não fazem o mesmo evento com uma nova roupagem? Por que esses eventos, sendo totalmente atuante em áreas do subúrbio, não têm uma responsabilidade social local?

Então vou tentar explicar:

A origem deste estilo remonta uma época paralela à Soul Music, nos anos 70, cuja execução no Brasil foi realizada por DJ`s como Mister Funk Santos. O charme tem mais do som da Filadélfia pelos arranjos e melodia do que propriamente do Soul, afinal, tratava-se de uma terceira vertente depois do Soul e o Funk. No final de 76 a Soul Music dava sinais de desgaste, seja pela pulverização do repertório ou pela não renovação do seu público. O segundo e definitivo golpe sofrido pela Soul Music foi dado pela revolução trazida pela Disco Music em 1977. Por ter sido um movimento mundial, a Disco Music mudou o comportamento, a moda e a cultura dos jovens da Zona Norte do Rio e boa parte de Brasil. Em 1980 a Discoteca se enfraquece como movimento de "dança coletiva", abrindo espaço para o "pop orientado" das gravadoras multinacionais instaladas no Brasil, deixando, por assim dizer, um vácuo musical nas equipes de som do subúrbio do Rio. O Corello aproveitou esse "hiato" musical e experimentou músicas e estilos não percebidos por outros DJ's da época.

O termo Charme (R&B) foi criado por Corello DJ, no Rio de Janeiro, em março de 1980. O DJ Corello começou na época a fazer experiências de outras formas de Black Music. Ele introduz a musicalidade do Charme e as pessoas começam a gostar. Ele não tinha dado um nome para essa experiência, mas observou que quem dançava tinha um movimento corporal bem diferenciado. Em um baile no Mackenzie, no bairro do Méier, o Corello convida:

“Chegou a hora do charminho, transe seu corpo bem devagarzinho”.

Essa história do “charminho” ficou na cabeça das pessoas e elas passaram a falar:

“Agora eu vou pro Charminho, vou ouvir um Charme”.

Vários DJ's aderiram ao estilo e passaram a tocar nos seus bailes, set`s de charme como o Renascença Clube, Cassino Bangu, CCIP de Pilares, Grêmio de Rocha Miranda, até a equipe Furacão 2000 tinha o seu bloco de charme.

Em 1985, nascia a equipe “Só Mix Disco Club” a nº. 01 do Charme, tendo como membros dessa união Corello, Fernandinho DJ e Wilson da Torre, bem depois entrou o DJ Loopy – conhecido como o “O Homem da Capa Preta”, tocando músicas lentas de tirar o fôlego. Estes DJ`s dominaram por muito tempo o cenário black nos subúrbio do Rio de Janeiro com seus discos raros e de difícil acesso. O templo do charme, por muito tempo, foi o Grêmio Recreativo Vera Cruz no bairro da Abolição - RJ, depois veio o Cine Show e o Portelão - ambos em Madureira. O movimento teve seu ápice com as apresentações internacionais de Glenn Jones, Sybil, Curtis Hairston e Omar Chandller. Não posso deixar de citar o famoso baile do Disco Voador, localizado no bairro de Marechal Hermes, tendo no comandado das carrapetas os DJ's Iones, Arara, Pedro, Marcão, Claudinho Careca e por fim Orlando, todos foram da equipe “Cassino Disco Club”. Esta equipe fazia a festa aos domingos com a casa sempre lotada.

No rádio, o charme entrou no ar em 1980 com o programa - “Trop Music” na antiga rádio Tropical FM com o Dj Markão nos pratos, Robson França na locução e o DJ Marlboro na coordenação. Quase na mesma época, rolava o programa “Ritmos de Boate” pela extinta Rádio Mundial AM/860, de segunda à sexta, sempre a meia-noite, com Fernandinho Dj como programador e Loopy DJ como operador e dj. Em 1983, surge o programa “Só Mix 98” na rádio 98 FM com Fernandinho DJ e Corello DJ estréia o seu programa na rádio Jovem Rio FM com o programa “Mix Mania” no ano de 1984.

A rádio Cidade FM teve sua participação com o excelente programa “Cidade Quiet Storm” apresentado por Kaká. O “Night Fly” aconteceu na rádio Manchete, tinha mixagens maravilhosas de Fernandinho DJ. Estes dois programas tocavam um estilo mais romântico do charme, o estilo conhecido como Quiet Storm ou Slow Jam.
Vários outros programas foram voltados ao charme como “Balanço da Manchete”, “Clube do Som”, “Special Charme”, “Som na Caixa”, “Charme Pan” com Fernandinho DJ, “Soul Charme” com os DJ's Arthur e Pc, “Black Beat” com DJ Loopy e "Seis e Dance" com Corello DJ, estes dois ultimos programas aconteciam na extinta rádio RPC. “Manchete Laser Mix” com a locução de Marcos Fernando e mixagens de Fernandinho DJ. “Charme Mania” - rádio Mania, “Cassino Disco Club – O Som DO Charme”, “Chame Club” apresentado por Pigmeu DJ, mixagens de Markin New Charme e produção de Joel Filho.

Falei um pouco do antigo cenário do charme para ficar aqui entendido a luta de um movimento que começou na década de 60 com o movimento “Black Rio”. Esses caras aí de cima, além de serem respeitados, fizeram e ainda fazem a sua parte. E você?

O mais triste dentro do cenário radiofônico é ouvir de coordenadores e diretores de rádios fm`s que o charme não se vende, que o charme não tem saída e que está morto. Como assim? Até concordo em parte com os diretores de rádio, com o produto atual não tem como bater de frente com o funk em horário nobre, mas dizer que está morto, aí é demais!!!!

Com toda essa trajetória do Charme nos clubes e nas rádios do Rio de Janeiro, falo para vocês que "Charme não é moda e sim estilo de vida”.

Mas será que o Charme vai precisar mudar de nome para se tornar referência novamente?

"O charme pode ter acabado para muitos por não ser uma forma rentável de música, mas pra mim a black music de qualidade sempre existirá como forma de arte ao expressar a emoção em suas letras e músicas. Posso ser irracional ao defender este estilo musical que fez e faz parte de minha vida, mas nunca deixarei de lado as minhas convicções ao lutar pelo belo e pela arte."

Fica aqui o meu desabafo e o meu respeito aos mestres que me ensinaram a gostar de música bonita e contribuíram muito com a cultura urbana dentro do cenário carioca.

Até Mais,

JP

13 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  3. Oba Oba!
    O quê dizer? Que beleza de escrita!! - essa tá no caldo grosso dos conteúdos, tá no estilo mermo! Uma pena o momento estar um pouco como você descreveu... Uma revisão sempre traz forças - é isso, vamos em frente!
    bjs!
    Poeta Xandu

    ResponderExcluir
  4. Pois bem,concordo em número e grau com todo esse desabafo,pois defendo realmente essa cultura tão rica e que infelizmente tão desvalorizada até msm pelos próprios frequentadores atuais que defendem as mesmices sem nenhuma referência e vontade de mudanças pra melhorar o cenário atual.Infekizmente não nasci ma época de glória do r&b,mas pude pegar uma boa parte da história e principalmete os programas que aconteçiam nas rádios,sempre fui exigente em questão de boa música e isso me relacionou diretamnete com a Soul Music,Jazz,R&b.e hj o Neo Soul.Infelizmente o cenário atual está cego e despreparado para modificação da visão musical,enfim... Espero um dia ter orgulho do cenário atual que infelizmente não nos favoreçe em nada.Nina Black

    ResponderExcluir
  5. Parabéns mais uma vez Jacqueline, o texto está perfeito e mostra a infeliz realidade no cenário black hoje em dia, porém estamos juntos para reverter esse quadro, está na hora de fazermos algo e mostrar ao povo carioca, principalmente, e brasileiro o que é a verdadeira música black.

    A nossa tarefa é árdua mas com trabalho sério chegaremos lá, com certeza.

    Estou contigo no que precisar.

    J-Caravella DJ

    ResponderExcluir
  6. Olá Jaqueline,
    Acho que construímos um lugar enquanto éramos frequentadores destes bailes e de todo este estilo de vida que vc citou e não ocupamos. A renovação na verdade está conosco, nós somos este diferencial, e temos q ocupar estes lugares, com respeito, organização, empreendedorismo e consciência.
    -Respeito as nossas raízes e história.
    -Organização para alcançar metas.
    -Empreendedorismo para fazer valer nossa arte.
    -Consciência para saber quem somos.

    Adorei seu texto!
    Marcus Azevedo
    diretor artístico e coreógrafo
    Apresentador do Programa Momento Neo Soul
    Rádio Rio Black web

    ResponderExcluir
  7. O que restou para dizer, após esse perfeito Raio-X da situação atual da nossa dançante Black
    Music?
    Que apenas os velhos e tradicionais apaixonados é que ainda seguram as pontas, não deixando que o
    movimento se perca no ar?
    Que com tristeza, constato que hoje os EGOS, os interesses marketeiros e financeiros atropelam o
    bom gosto, a beleza e o prazer de curtir, ouvindo ou dançando a Black Music?
    Acontece que o problema é muito mais profundo, vai muito além de uma escolha, e sim do descaso, do preconceito com uma classe inteira.
    A maior classe do Mundo,a dos Negros.Sem preconceito...
    Tudo que se refere ao negro não é comercial, negro não consome, o que negro ouve, veste,come,e
    bebe não vende.
    Movimentos como o Samba, são mais fortes, mais resistentes, mais unidos e não conseguem se firmar definitivamente nesse mundo desigual.
    Os ritmos como, jongo, coco, tambor de criola, maracatu entre outros, não morrem graças a uma pequena e tradicional resistência.
    Quilombos ainda resistem difundindo seus conhecimentos entre seus familiares.
    Isso é uma constatação.
    A Black Music necessita que os amantes, adoradores e simpatizantes(agora é moda), se unam em torno
    de um só objetivo, mostrar que é possivel recriar o mesmo clima que outrora curtiámos sem preocupações comerciais ou marketeiras.
    Preocupávamo-nos apenas com o traje, o cabelo, e os ensaios dos passes a serem executados na passarela da dança.
    O som de excelente qualidade, extremamente dançante, sensual, ficava sob a responsabilidade dos excelentes DJs com suas turbinadas carrapetas.
    Eu só compro o que gosto, então porque não tentar mostrar que a Black Music é comercial, a ponto de dar uma virada nesse cenário que a Jaqueline descreveu com muita paixão e propriedade.
    Precisamos reconquistar nosso espaço no mercado.
    Eu aprendi muito cedo que "uma andorinha só não faz verão",tal qual o elefante que desconhece a sua propria força, nos somos fortes, mais fortes do que imaginamos,e essa força se torna muito maior quando a exercemos juntos, em prol de um único objetivo.
    Vamos abraçar essa causa e não deixar que fique apenas nas palavras aqui escritas.
    Parabéns Jaqueline!!!!

    ResponderExcluir
  8. PARABÉNS TAL TRABALHO DIGNO DE MATÉRIA DE JORNAL

    ResponderExcluir
  9. BASTA AGORA OS DJ'S DE HOJE QUE FORAM PÚBLICO NA ÉPOCA SE JUNTAREM E FAZER JUS AO TITULO DO FILME DO "SPIKE LEE" FAÇA A "COISA CERTA" SÓ DA CONTINUIDADE NA AQUILO QUE CORELLO FERNANDO E OS OUTROS ABORDADO NO ASSUNTO PLANTARAM. É UMA PENA QUE TEM MUITOS QUE SE DIZEM DJ'S SÓ POR CAUSA DA FACILIDADE DE TER UMA CASE CHEIA DE CD COMPRADO NO CAMÊLODROMO DA "URUGUAIANA" OU BAIXADO DA INTERNET, TEM QUE LER E PRESTAREM ATENÇÃO NESTA MATÉRIA POIS O CONTEUDO DELA NARRA NOMES GRANDES PROFISSIONAIS QUE FIZERAM NOME EM CIMA DAS MUSICAS QUE TOCARAM, COISA QUE AO CÃMBIO DE HOJE MESMO COM TANTA FACILIDADE TÁ RUIM DE VER ALGO SEMELHANTE AO TEMA ABORDADO, POREM A MATÉRIA TÁ SHOW.

    ResponderExcluir
  10. ótimo tudo que disse,concordo plenamente contigo,mais para mudar teria que ter a força de varios dj's da antiga como: reuniões, planejamento,pensamentos iguais,humildade,tocar o que tocou de bom sem essa de que tocou mid em baile de flash porque tem jente nova que não pegou a época,fazer promoções,criar coisas como foi criado na época como especial gat's,grupos de danças como dançarte e outros,elaborar coisas novas,tocar lentas,fazer um baile direcionado à época com estilo e tentar ter uma rádio boa dando espaço a dj's da época. Com isso e mais um pouco tudo pode ser capais, por fim as lojas já não querem mais verder o que gostamos e dizem que não vende e sim encalha mais na hora de fazer uma propaganda é com black ou hip hop ou sempre com um dj fazendo scresh ou dançando break, se não foce vendavel cd's de black fariam propaganda com outros ritimos e jamais com black ,break ou hip hop... parabéns pela matéria to contigo sempre.bjsssssss djalex

    ResponderExcluir
  11. Divulguem!

    D.C KING 2011 - Dias 29 e 30/JAN

    Duque de Caxias será a sede, neste fim de semana, de um grande torneio entre B.Boys: a batalha D.C. King 2011. Serão 160 B.Boys e B.Girls na arena! Nos dias 29 e 30 de janeiro, ás 17hs, teremos um grande encontro da cultura Hip Hop, cerca dois mil jovens de público são esperados, com a presença dos mais renomados Dj's, rappers, além dos mestres na dança Hip Hop. Pela plasticidade dos movimentos, pela alegria do encontro, pela celabração de uma cultura de paz, consciência e negritude - a D.C. King 2011 fará a temperatura subir nesse final de semana!

    Aguardamos sua presença!


    D.C KING 2011 - Dias 29 e 30/JAN

    Onde?
    Teatro Raul Cortez
    Praça do Pacificador, Centro
    Duque de Caxias
    Entrada: franca

    Site:
    http://urbanosbf.blogspot.com/

    Coordenação:

    Diego Tecnykko [B.Boy Tecnykko]
    Paulo Henrique Brum [B.Boy PH]




    Programação:


    Dia 29 (sábado)


    17h00min - Abertura: com os B.Boys PH Brum e Diego Tecnikko.

    17h30min – performance do DJ Nino, melhor Dj de Hip Hop no Brasil.

    18h00mim – rodas-livres

    Nos microfones: B.Boy Fera e B.Boy Maluquinho

    Som: DJ Ninno e DJ Willamy.

    Workshop: oficina de breaking com o B.Boy Blankaroc, da Dinamarca.


    20h00min – espetáculo do grupo Performance Streets.

    20h30min - espetáculo do grupo de dança D.R Intro.

    21h00min – batalha-show da Z1 kid’s Crew - grupo infantil.

    21h30min – espetáculo do grupo Funkeados.

    22h00min – show de rap com MC Rodrigo da Ralé.

    22h30min – show do MC Pê Vírgula Dez (P,10).

    23h00min – encerramento.




    Dia 30 (domingo)

    09h00min – apresentação com B.Boy Fera e Maluquinho.

    09h30min – rodas-livres com DJ Ninno e DJ willamy.

    10h00min - batalhas de duplas em hip-hop freestyle.

    11h30min – momento solene.

    12h30min – pausa para almoço.

    13h30min – rodas-livres com DJ Ninno e DJ willamy.

    14h00min – batalhas de duplas (1/4 de final).

    15h00min - rodas-livres.

    15h30min – batalhas de crews.

    17h30min – rodas-livres.

    18h00min – batalhas de crew (1/4 de final).

    19h00min – rodas-livres.

    19h30min – batalhas de duplas (semi-final).

    20h00min – batalhas de crew (semi-final).

    20h30min – cypher mista break/hip-hop.

    21h00min – batalhas de duplas (final).

    21h30min – batalhas de crew (final).

    22h00min – cypher mista break/hip-hop

    22h30min – premiações e encerramento.

    ResponderExcluir
  12. Muito boa a discussão.

    Concordo com muita coisa que foi falada aqui. Vivi e vivo tudo isto. Porém faltou dizer que falta...CRIATIVIDADE E VISÃO dos djs e dos produtores de eventos.


    O cara coloca duas caixinhas muito da vagabunda com um som torto e acha que já está promovendo um evento. Em um salão inteira temos apenas um garçon que sempre está olhando para onde os clientes não estão...enfim...é a falta de cuidado nos detalhes.

    Em 80 tinhamos o cuidado com os detalhes. Veja o Mackenzie por exemplo em sua fase de ouro. O som era PERFEITO. Uma parede de caixas impecáveis, uma iluminação inspiradora, a maioria das pessoas bem vestidas, uma comunicação impecável do dj com o grupo...enfim é chover no molhado.

    Eu gostaria muito de me reunir com alguns de vcs, que por sinal já conheço, para debater e COLOCAR EM PRÁTICA algumas das nossas idéias.

    Uma das experiências mais instigantes que tenho vivido é no Bar do Funil com Célio DJ. Por sinal toquei recentemente por lá.

    Um local onde vc pode dançar ou conversar. Local aconchegante e principalmente COM BOA MÚSICA.



    Vamos colocar lenha nesta fogueira. A tecnologia atual favorece uma retomada forte do movimento. Vejo que muita gente que parece estar na crista da onda simplesmente "elimina" algumas iniciativas que estão surgindo.


    Um forte abraço para todos.

    Marcão DJ
    marcosjsimoes@gmail.com

    ResponderExcluir
  13. eu concordo com todas as afirmações acima.mas não me sinto triste.pois eu vivi essa época.órfão,pode ser.mas alegre pois trago boas lembranças na memória.e orgulhoso por saber que o charme não se deixou comercializar,não virou fonte de renda pra ninguém.quem gosta de charme tem que ter uma fonte de renda paralela.meu abraço a todos curtidores de musica black.

    ResponderExcluir